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quarta-feira, 19 de março de 2014

ANDES-SN cobra negociação efetiva em audiência com o MEC.

Diretores do Sindicato Nacional avaliam necessário que a categoria avance na mobilização.

Diretores do ANDES-SN se reuniram, no início da noite desta terça-feira (18), com representantes do Ministério da Educação (MEC), para cobrar resposta à pauta de reivindicações protocolada pelo Sindicato Nacional no final de fevereiro. Os diretores foram recebidos pelo secretário executivo do MEC, Luis Cláudio Costa, o secretário nacional de Ensino Superior (Sesu/MEC), Paulo Speller e pela diretora de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior, Adriana Weska.

A presidente da entidade, Marinalva Oliveira, relembrou as poucas reuniões ocorridas em 2013 com o MEC, quando não houve nenhum avanço na pauta apresentada pelo ANDES-SN, e ainda a interrupção unilateral de negociações no ano anterior, durante a greve histórica protagonizada pelos docentes federais. 

“A avaliação da categoria é que não tivemos espaço para negociar em nada as nossas reivindicações. Tanto que no 33º Congresso do ANDES-SN, realizado em fevereiro, os docentes deliberaram por trazer à mesa a mesma pauta, com foco em quatro pontos: condições de trabalho, reestruturação da carreira, valorização salarial para ativos e aposentados e respeito à autonomia universitária. Queremos uma resposta concreta de se é possível negociar e avançar nessas questões”, frisou.

Visão do MEC
Mesmo diante do relato da presidente do ANDES-SN, que ressaltou a indignação da categoria frente ao descaso do governo, o secretário Executivo do MEC se mostrou impassível aos argumentos apresentados. Luis Claudio Costa ressaltou que o MEC respeita a entidade nacional, mas entende que o novo projeto de carreira já foi aprovado no Congresso Nacional e que apesar das diferenças conceituais, apresenta melhoras para a categoria.

O secretário executivo afirmou ainda que em 2012 houve um grande esforço do governo para garantir aos docentes e técnicos os maiores percentuais de reajuste dentre as categorias de servidores. Costa destacou também que existe um acordo assinado que prevê reajuste até 2015.

Realidade da categoria
Os diretores do ANDES-SN rebateram os argumentos, ressaltando que as condições de trabalho pioraram nas Instituições Federais, onde há uma grande defasagem de docentes e técnicos para atender às demandas já existentes e às que surgem com a expansão desordenada das IFE. “Essa realidade que o MEC aponta não corresponde com a que vivenciamos cotidianamente nas instituições. A precarização das nossas condições de trabalho é visível. Além disso, um estudo que desenvolvemos junto com o Dieese aponta que quase a totalidade da categoria já teve seus salários corroídos pela inflação, mesmo com o reajuste”, explicou Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN, lembrando que os aposentados foram duramente atingidos com as alterações impostas na carreira.

Schuch ressaltou que atualmente a carreira não tem um piso gerador da tabela, e que a mesma traz valores soltos, não apresenta nenhuma relação lógica nem dos regimes de trabalho nem da retribuição por titulação, que não é incorporada ao vencimento básico. 

“Isso são questões conceituais que reivindicamos desde 2011. Não é possível a categoria ouvir do MEC agora que o que existe está dado e não pode ser negociado e alterado, quando o próprio governo foi constrangido por inconsistências gritantes em seu projeto e editou a medida provisória 614 para alterar a lei da carreira”, apontou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, lembrando que não houve acordo da categoria com o PL enviado pelo Executivo ao Congresso.

Pressionados pela argumentação dos diretores do Sindicato Nacional, os representantes do MEC sinalizaram disposição em abrir uma agenda de reuniões e a possibilidade de diálogo em torno da pauta apresentada.

Márcio de Oliveira, secretário-geral do ANDES-SN reforçou que a categoria precisa vislumbrar que há um espaço de diálogo, mas também de avanço real nas negociações. “Em 2012, o governo impôs um projeto, que não foi referendado pela categoria, e agora nos diz ‘aceitem essa situação como dada’ e em 2016 poderemos negociar. A categoria está exigindo uma resposta, que tem que vir logo, pois a mobilização está sendo feita agora. Isso não é uma ameaça e sim uma apresentação do nosso cenário. Temos uma agenda de mobilização em andamento”, ressaltou Oliveira.

Paulo Speller ressaltou compreender a delicadeza do momento e que o MEC respeitava o ANDES-SN como interlocutor. 

Josevaldo Cunha, um dos coordenadores do Setor das Ifes no Sindicato Nacional, reforçou que há 14 meses o sindicato vem tentando retomar das discussões com o MEC após a suspensão da greve e até o momento não houve sinalização efetiva de que isso seja possível. “Sabemos que somos qualificados para fazer esse debate, pois a base nos deu essa legitimidade. O que estamos reivindicando é discutir a pauta, que já foi protocolada em 2013 e 2014, com ênfase nesses quatro pontos. Agora o MEC precisa nos dizer se isso é possível e se o Ministério da Educação é o interlocutor, pois entendemos que é aqui que temos que fazer esse debate e não do outro lado da Esplanada, na secretaria de Relações de Trabalho do Planejamento”, explicou. 

O secretário da Sesu propôs um novo encontro entre o MEC e o Sindicato Nacional para a próxima quarta-feira (26). A presidente do ANDES-SN encerrou a participação da entidade na reunião reforçando a cobrança de uma resposta por escrito à pauta protocolada. “Amanhã já realizaremos um dia nacional de paralisação como forma de mostrar a nossa insatisfação. Os representantes do Setor das Ifes irão se reunir nos próximos dias 29 e 30 em Brasília para fazer um balanço do resultado das rodadas de assembleias gerais e da reunião no MEC. Vamos avaliar a possibilidade de avanço nas negociações, para definir as próximas ações do nosso movimento”, completou.

Para os representantes do ANDES-SN presentes à reunião é necessário que a categoria avance na mobilização para pressionar o MEC a abrir negociação efetiva em torno das reivindicações apresentadas. “Os representantes do MEC só se sensibilizaram quando desconstruímos a argumentação posta e mostramos a insatisfação da categoria. Precisamos intensificar nossas ações e fortalecer nossa luta, pois só assim vamos fazer com governo que se movimente”, avaliou a presidente do Sindicato Nacional.

Fonte: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=6685

segunda-feira, 10 de março de 2014

PF esquentam semana com ações nos estados e preparam manifestação em Brasília.

Os servidores públicos federais se preparam para os próximos passos da Campanha Salarial 2014. Nesta semana – de 10 a 14 de março – serão realizadas atividades diversas nos estados, com o objetivo de retomar os Fóruns Estaduais de Entidades dos SPF, ou cria-los nos locais onde ainda não existem. Estes fóruns devem dar impulso às ações pelo país, com iniciativas a partir das bases das categorias.

As atividades estaduais também servirão para preparar o Dia Nacional de Lutas em 19 de março, que será marcada por uma grande manifestação nacional em Brasília. A orientação do Fórum Nacional é que as entidades organizem caravanas dos estados para que seja realizada uma grande marcha pelas ruas da capital federal, além de atividade unitária em todos os estados. Neste mesmo dia, será realizado um Ato Público Nacional com a presença de todas as entidades e ações específicas das diversas categorias em Brasília.

Para o dia 20 de março, está marcada uma reunião ampliada ou plenária nacional do Fórum das Entidades para discutir os próximos passos da Campanha Salarial. Será elaborada ainda uma carta-aberta à população com intuito de dialogar sobre a falta de políticas sociais do governo para o serviço público. Desta maneira, pretende-se estreitar as demandas dos servidores públicos com as necessidades mais sentidas do povo trabalhador.

As ações autoritárias do governo também serão denunciadas durante a Campanha, entre elas a imposição de lei e decretos que levam o país a um regime de exceção, criminalizando os movimentos sociais e impondo medidas de punição absurdas aos lutadores. O governo faz isso para manter a estabilidade no país, em nome dos interesses da Fifa, durante o período em que se realizará a copa do mundo.

Outra iniciativa importante encaminhada pelas entidades é a elaboração de amplo material de divulgação das tarefas para o próximo período, e a preparação da mobilização em torno da deflagração da greve do funcionalismo federal. Todos os meios de divulgação devem ser utilizados, desde panfletos, jornais, redes sociais, entre outros.

Em entrevista ao site da Sedufsm, Seção Sindical do ANDES-SN, o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, falou sobre os rumos da Campanha Salarial e apontou que é possível, com a mobilização e unidade dos servidores, arrancar do governo as reivindicações dos servidores.

Para Paulo Barela, é possível pressionar o governo Dilma Rousseff e obter não apenas melhorias econômicas, mas especialmente avanços em relação a determinadas carreiras, como a dos professores federais, que foram bastante prejudicados na greve de 2012, a partir de uma reestruturação promovida pelo governo com apoio de uma entidade submetida aos interesses oficialistas, que é o caso do Proifes. A análise foi feita por ele durante o primeiro dia do 33º Congresso do ANDES-SN, realizado entre 10 e 15 de fevereiro, em São Luís (MA).

Na entrevista, Barela destacou que é importante a atuação conjunta do funcionalismo federal, respeitando as especificidades de cada segmento. Ele enfatizou que o movimento grevista de 2012 foi um dos maiores da história recente do país e que, apesar de não terem ocorridos grandes ganhos econômicos, os ganhos políticos foram obtidos. “Basta lembrar que quando iniciou a greve, a presidente Dilma falou que o nosso reajuste seria zero e ainda por cima nos chamou de ‘sangue azul’. Então, mesmo conquistas salariais pequenas, em meio a uma condição adversa, como o uso do aparato coercitivo do governo, devem ser destacadas”, argumentou o sindicalista. Barela lembrou que a campanha salarial unificada dos servidores federais vem sendo construída desde o último bimestre do ano passado.

Pontos gerais
Entre as bandeiras de luta do funcionalismo público federal, Barela citou a busca de uma política salarial (que não foi implementada até hoje), com correção de perdas; defesa do serviço público e contra qualquer tipo de reforma que signifique retirada de direitos; mais verbas para a educação e a saúde; contra ações de governo que signifiquem privatização no setor púbico, como o Funpresp e a Ebserh.

Barela avaliou como sendo importante a união das diversas categorias do funcionalismo para conseguir arrancar do governo os pontos da pauta unificada. Todavia, acredita que é preciso respeitar as especificidades de cada grupo. Ele citou o exemplo da Fasubra, que já tem data para início da greve – 17 de março - enquanto outras categorias, como a dos servidores da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho, do Ministério Público da União, entre outras, que apontam para um movimento paredista somente no início de abril.

Pauta unificada
A pauta geral de reivindicações dos SPF foi protocolada, por meio de ofício no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), no dia 23 de janeiro. O funcionalismo cobra a implementação de política salarial permanente, com a definição da data-base dos federais em 1º de maio, reposição inflacionária, valorização do salário-base, incorporação das gratificações, cumprimento por parte do governo dos acordos e protocolos de intenções firmados, contra qualquer reforma e projeto que retira direitos dos trabalhadores, como por exemplo a proposta que busca acabar com o direito de greve que impedimos sua votação em 2013, paridade entre ativos e aposentados, reajuste dos benefícios e antecipação para este ano da parcela de 2015 do acordo firmado em 2012 e mais a realidade de cada categoria.

Fonte: CSP-Conlutas - * Com edição do ANDES-SN - via: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=6664

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FASUBRA INFORMA MEC, MPOG E ANDIFES SOBRE GREVE DA CATEGORIA EM 17 DE MARÇO.

A FASUBRA Sindical encaminhou nesta terça-feira, 11, ofícios ao Ministro da Educação, José Henrique Paim Fernandes; ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Sérgio Mendonça, e ao presidente da Andifes, Jesualdo Pereira Farias, informando sobre a deliberação da categoria de deflagração de greve, tomada na Plenária realizada no último final de semana. Os documentos comunicam ainda qual a pauta do movimento paredista.

Especificamente no ofício encaminhado ao MEC, a FASUBRA confirma ainda a presença em reunião agenda com aquele ministério para o dia 17 de fevereiro, ás 17 horas, no Gabinete da Secretaria de Ensino Superior do MEC.

Para ver o oficio clique aqui.

Fonte: FASUBRA

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Câmara deve votar nesta semana projeto que destina royalties do petróleo à saúde e educação.

A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana a proposta sobre os recursos da exploração do petróleo para a educação e saúde. O Senado adianta apenas que, no ano que vem, serão destinados aos dois setores R$ 4 bilhões vindos dos royalties pagos pela exploração do petróleo nos três campos em atividade no país, de acordo com o projeto de lei aprovado pela Casa. Já técnicos da Câmara dos Deputados calcularam que a proposta aprovada pelos senadores resultaria na redução de R$ 170,9 bilhões no repasse para as áreas, dos quase R$ 280 bilhões previstos pelo projeto aprovado nesta Casa do Legislativo.

O governo anunciou que vai negociar com os deputados para que seja aprovado o texto do Senado. Parlamentares se articulam e os deputados decidem se aprovam ou rejeitam o projeto na forma em que veio do Senado. Entidades civis estão se mobilizando para pressionar o Congresso por mais recursos na educação.

Segundo relatório da Consultoria de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara dos Deputados, de autoria do consultor Paulo César Ribeiro Lima, de 2013 a 2022, pelo substitutivo do Senado, as receitas adicionais para saúde e educação com a exploração de petróleo chegariam a R$ 108,1 bilhões, enquanto, com a proposta da Câmara, somariam de R$ 261,4 bilhões a R$ 279 bilhões, "sem conservadorismo", como especifica a nota técnica da Casa. Com as alterações, os recursos da educação serão reduzidos de R$ 209,3 bilhões para R$ 97,4 bilhões, e os recursos da saúde cairão de R$ 69,7 bilhões para R$ 10,7 bilhões – tomadas as previsões não conservadoras.

Na sexta-feira (5), o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), deu esclarecimentos sobre os pontos que considerou “premissas equivocadas” no texto aprovado pela Câmara. Em nota técnica, o líder diz que as alterações introduzidas no Senado buscaram aprimorar o texto aprovado na Câmara minimizando o risco de judicialização e evitando o uso indevido do Fundo Social.

O projeto aprovado na Câmara prevê que 50% do capital do fundo devem ir para educação e saúde. Já no projeto aprovado no Senado, serão destinados metade dos rendimentos do fundo para educação, como constava no projeto original enviado pela presidenta Dilma Rousseff, ao Congresso Nacional.

Braga diz que não sabe quanto, em valores, será destinado à educação, disse que "isso pode variar". O senador, no entanto, reconheceu que a parcela dos royalties não é suficiente para garantir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, mesmo que 100% destes recursos fossem destinados exclusivamente à área.

Na avaliação do mestre em políticas públicas em educação da Universidade de Brasília Luiz Araújo, "o texto aprovado pela Câmara dos Deputados é bem-vindo, mesmo que não resolva tudo". "Acho um retrocesso aprovar o texto que o Senado aprovou, uma demonstração de que não se ouviu o discurso das ruas. É impossível garantir um 'padrão Fifa', ou seja, alta qualidade, sem a elevação de recursos."

O professor de matemática financeira da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Gil Vicente Reis Figueiredo fez uma projeção de quanto seria destinado à educação na forma como estava editada a Medida Provisória 592/12 – texto que basicamente se manteve no projeto de lei enviado à Câmara pelo governo. O professor também acredita que a aprovação do texto do Senado é um retrocesso. “O que saiu da Câmara ia em uma boa direção e no Senado foi emendada de um jeito muito complicado.”

Para chegar aos 10% do PIB para a educação, previstos no Plano Nacional de Educação (PNE), Figueiredo, que também é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), defende o aumento da vinculação do que é arrecadado pela União e pelos estados e municípios para o setor. Pela Constituição Federal, 18% do que é arrecadado pela União e 25% do recolhido pelos estados e municípios devem ir para o setor. O professor defende que a porcentagem suba para 20% no caso da União, e 30% para os municípios.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-07/camara-deve-votar-nesta-semana-projeto-que-destina-royalties-do-petroleo-saude-e-educacao

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ANDES-SN chama docentes a integrar paralisação geral no dia 11 de julho.

O dia 11 de julho será marcado pelo Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, com atividades conjuntas previstas em todo o país, organizadas pelas oito centrais sindicais brasileiras CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST, além de participação do MST, o Dieese e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação. A data foi definida em reunião realizada na última terça-feira (25), que discutiu o processo de lutas que toma conta do país.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) atendeu ao chamado das centrais e também integra a mobilização. O ANDES-SN orienta as seções sindicais a discutir em suas instâncias e deliberar a paralisação na data apontada pelas centrais.

“Como parte deste processo de valorização da luta coletiva como instrumento de conquista e transformação social, o ANDES-SN, através das suas Seções Sindicais e em unidade com os demais setores, orienta a participação nas manifestações que estão ocorrendo, bem como a realização de paralisações no dia 11 de julho que foi definido como Dia Nacional de Lutas. Essa estratégia é importante para fortalecer a presença da classe trabalhadora organizada nas ruas”, afirma a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira.

Além da paralisação do dia 11 de julho, as centrais também indicaram os eixos que compõem o pleito unificado das mais diversas categorias da classe trabalhadora: a redução das tarifas e melhoria da qualidade dos transportes públicos; o aumento nos investimentos da saúde pública; posição contrária ao Projeto de Lei 4330/2004, que trata sobre terceirização de mão de obra; pelo fim dos leilões de petróleo; pelo fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; pela redução da jornada de trabalho; e a Reforma Agrária.

Para o coordenador da CSP-Conlutas, Zé Maria, o contexto permite a construção da paralisação proposta pelas centrais e reflete o processo de mobilização que acontece no país. “Foi uma decisão importante, que fortalece a presença da classe trabalhadora organizada nesses atos”, avaliou.

Antes mesmo da definição de 11 de julho como Dia Nacional de Lutas, o ANDES-SN já havia enviado uma recomendação às Seções Sindicais para intensificar a luta por direitos sociais, que marca toda a trajetória do Sindicato Nacional, e convocar assembleias para avaliar a possibilidade de paralisação conjunta de todos os setores da educação e dos servidores públicos nos dias convocados para os atos, além da integração às manifestações e a articulações com as entidades locais.

“A conjuntura do Brasil atual traz à tona uma sequência de manifestações populares por todo o país. Essa explosão social vinha sendo gestada há tempos, culminando recentemente nos movimentos organizados pelo ‘Passe Livre’, denotando profunda repulsa às ações políticas corruptas, ao cinismo da classe política, ao desrespeito dos governos em relação aos serviços públicos e à arrogância da exploração dos setores dominantes e do capital”, diz o documento (confira).

A circular ressaltou ainda que todos sabem o que esse movimento representa e é possível antever a extensão do seu alcance. “Nesse sentido, devemos fortalecer esse processo e, para tanto, encaminhamos à consideração das seções sindicais do ANDES-SN a discussão sobre a necessidade de estabelecer interfaces bem como formas de intervenção com esse movimento social dinâmico, de acordo com orientações de nossas instâncias de base”.

Reunião do Fórum dos SPF
O 2º secretário do ANDES-SN, Paulo Rizzo, participou da reunião do Fórum dos SPF realizada também na última terça-feira (25), ocasião em que o Fórum decidiu integrar as atividades do dia 11 de julho. “Depois de muito tempo com reuniões pequenas conseguimos ter uma reunião bem representativa do Fórum dos SPF. Isso sem dúvida tem a ver com as mobilizações que estão ocorrendo em todo o país, até porque as entidades que compõe este espaço estão participando das manifestações através de seus representantes locais”, avaliou.

As entidades nacionais dos SPF orientarão também os servidores públicos federais a continuarem participando de todas as manifestações, defendendo os eixos unificados do Fórum, com destaque para a luta contra o PL 92, contra a Ebserh e a Funpresp. “As entidades defendem recursos públicos para a saúde pública e educação pública, o que vai ao encontro das reinvindicações da população nas ruas e contra as propostas do governo, que pretende reforçar a destinação de verba pública para o setor privado, por meio de austeridade fiscal”, completou o 2º secretário do ANDES-SN.

Para Paulo Rizzo se faz urgente cessar a entrega do patrimônio do país, para aplicação efetiva de recursos em políticas públicas. “É preciso acabar com os leilões das reservas de petróleo, com a desculpa de que parte dos recursos será usada para saúde e educação, e também reverter todo tipo privatização”, ressaltou.

Fonte: ANDES-SN - http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=6125

terça-feira, 7 de maio de 2013

Capes aprova mestrado proposto pela Andifes. O curso será ofertado na modalidade a distância.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aprovou o Mestrado Administração Pública em Rede Nacional, na modalidade a distância, que será oferecido para funcionários públicos federais, estaduais e municipais. O projeto foi solicitado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e coordenado pela reitora Maria Lúcia Cavalli (UFMT), presidente da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico. Fizeram parte do processo a Comissão de Educação a Distância (EaD) e a Comissão de Elaboração de Projetos de Mestrado Profissionalizante em Educação em Rede.

Na primeira fase de implantação participarão dez Universidades Federais, que darão suporte de infraestrutura, corpo docente e serão responsáveis pela proposta pedagógico-científica. O mestrado terá área de concentração em administração pública com duas linhas: gestão pública e gestão organizacional, com perfil multidisciplinar e multi-institucional. Ao total serão ofertadas entre 20 e 60 vagas por Universidade Federal e participarão 50 docentes credenciados.

A estrutura curricular será composta de nove disciplinas, sendo duas eletivas e sete obrigatórias, totalizando 405 horas. A seleção de candidatos será feita por meio de diferentes fases: um teste da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Anpad), para verificar habilidades em português, inglês, e raciocínio lógico, analítico e matemático; uma prova nacional sobre conteúdos de “Estado, Sociedade e Administração Pública no Brasil” e “Teoria das Organizações” e uma seleção local que compatibilizará a demanda às vagas locais.

De acordo com o presidente da Andifes, reitor Carlos Maneschy, a oferta do curso de mestrado é um avanço no que diz respeito a capacitação dos servidores. “As universidades têm como missão oferecer condições de crescimento e qualificação aos seus trabalhadores. Tendo acesso ao aperfeiçoamento eles podem responder as demandas do trabalho com mais eficácia”. Segundo Maneschy o curso de pós-graduação oferecido através da EaD foi um projeto pensado pela Andifes para utilizar as redes das universidades como fonte própria de beneficiamento dos servidores.

Para a reitora Maria Lúcia Cavalli (UFMT), presidente da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico, a aprovação do mestrado pela Capes reforça a compreensão de que a modalidade a distância tem condições de acontecer tanto na graduação quanto na pós-graduação. “Discutíamos dentro da Andifes o reforço na EaD, e a oferta de pós-graduação vem com esse objeto. O mestrado em administração pública já contará com a expertise do curso de graduação, a infraestrutura e corpo docente das universidades federais e se consolidará pela qualidade dos agentes que ela é constituída”, disse Maria Lúcia.

O professor João Luiz Martins, ex-presidente da Andifes, e membro da Comissão de EaD na época da proposição do projeto, destacou o papel da Associação para a conquista do mestrado. “A Andifes sempre foi protagonista no que se refere à construção de programas e ações voltados a capacitação e qualificação do quadro pessoal das universidades. A partir de agora está sendo aberto um universo de oportunidades para qualificação do quadro técnico e docente”, disse João Luiz.

O processo de implantação do mestrado Administração Pública em Rede Nacional será apresentado com mais detalhes aos reitores das Universidades Federais durante a CXXI reunião do Conselho Pleno da Andifes, que ocorrerá na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), programada para os dias 14 e 15 de maio. O professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Dario Lima, representará como coordenador, a equipe de professores que compõem a Comissão de Elaboração de Projetos de Mestrado Profissionalizante em Educação em Rede e que juntos elaboraram a proposta.

Após a apresentação do mestrado aos reitores, será marcada uma reunião com a Capes para definir a data do início do curso. A  previsão é que um ano após a implantação do curso e início de formação discente, o comitê gestor da proposta e a Capes avaliam as condições para o edital para aumento da rede de universidades participantes.

Fonte: Iara Malta – Assessora de Comunicação da Andifes - http://www.andifes.org.br/?p=19633

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

REITORES DAS UNIVERSIDADESEs FEDERAIS E OS ROYALTIES DO PETRÓLEO.

Esta é a hora de se aferir o real compromisso de cada um com a educação.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) vem a público posicionar-se sobre a destinação das receitas oriundas dos royalties do petróleo.

Avaliamos que os indicadores sociais, em especial da educação, têm melhorado nos últimos anos, mas em uma velocidade aquém do necessário para resgatar uma massa de excluídos, bem como posicionar o país entre as nações com um povo educado, que produz ciência e tecnologia, de forma a garantir a soberania e melhores condições de vida para as próximas gerações.

A Andifes entende a educação como um processo contínuo da pré-escola à pós-graduação, e como condição de superação de todas as desigualdades sociais que ainda enfrentamos, portanto uma responsabilidade de toda sociedade, em especial daqueles que ocupam cargos públicos. Sob este contexto, a Associação mobiliza-se e convida a sociedade a empenhar-se na busca por um novo marco regulatório das riquezas naturais que priorize verdadeiramente os projetos educacionais do Brasil.

Diante dessa realidade, investindo na construção desse futuro mais promissor para todos, o Brasil pede pressa. A Andifes espera uma nova análise por parte dos agentes públicos, parlamentares, Presidenta, governadores e prefeitos, de modo supra partidário, para que se busque a destinação dos royalties do petróleo para a educação, ciência e tecnologia.

Defendemos a vinculação dos recursos do pré-sal para essas finalidades, nos orçamentos da União, estados e municípios, como garantia da utilização de riquezas provenientes de fontes não-renováveis na formação das novas gerações. Esta é a hora de se aferir o real compromisso de cada um com a educação.

São Paulo, 22 de novembro de 2012

Fonte: http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7398:esta-e-a-hora-de-se-aferir-o-real-compromisso-de-cada-um-com-a-educacao&catid=15&Itemid=100

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ano letivo só vai acabar em 2013 nas universidades federais.

Se a greve dos professores federais terminar ainda neste mês, o segundo semestre deve começar em outubro e se estender até fevereiro

Para a maioria das instituições federais de ensino em Minas Gerais, o ano de 2012 será concluído, no mínimo, em fevereiro de 2013. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins. Como no estado apenas a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aderiu ao movimento grevista mais tarde, no fim de junho, as demais vão precisar de mais dois meses de aulas para repor o que foi perdido no primeiro semestre, já que o movimento foi deflagrado na segunda quinzena de maio. Se as negociações entre o governo federal e os professores evoluírem e a greve terminar até o fim do mês, o segundo semestre deve começar em outubro e vai até fevereiro do ano que vem.

O presidente da Andifes, que também é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), disse que a instituição está totalmente paralisada e depende da decisão dos grevistas para pensar no planejamento. “Temos ainda dois meses de aula que devem ser repostas para concluir o primeiro semestre de 2012 e só durante esse período vamos elaborar o calendário do segundo semestre letivo”, afirma Martins. “Essa deve ser a situação de todas as instituições que aderiram ao movimento em maio”, completa o dirigente. O maior problema é que não há indícios de que a greve esteja próxima do fim. Apresentada em 24 de julho, a segunda proposta do governo federal não agradou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), pois, para os professores, não há avanços em relação ao que já tinha sido rejeitado.

“A proposta não atende nossa pauta de reivindicação. A restruturação da carreira e melhores condições de trabalho ainda não estão contempladas e a valorização salarial é muito pequena com relação ao que foi proposto anteriormente”, diz a representante do comando nacional de greve, Ana Lúcia Barbosa Faria. Segundo ela, agora, os comandos locais devem analisar se aceitam ou não o que foi oferecido pelo governo. Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) a assembleia aconteceu ontem e a proposta foi rejeitada por unanimidade. “Vamos esperar a próxima reunião com o governo. Queremos uma carreira estruturada, coisa que não apareceu na proposta”, afirma o professor do comando local, Bruno Cursino.

Assembleias

A reunião dos professores da UFMG acontece hoje, às 13h, no auditório da reitoria. “Vamos submeter o que o governo ofereceu à votação. Também vamos aproveitar para apreciar uma proposta de restruturação da carreira desenvolvida pelo nosso sindicato. Se aprovada, vamos levá-la à Andes”, diz o representante do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (Apubh), Elias Antônio Jorge. De acordo com a assessoria de comunicação da UFMG, o reitor Clélio Campolina acredita que as partes envolvidas vão se entender e as aulas começarão em 6 de agosto, conforme previsto no calendário. A UFMG concluiu o primeiro semestre e enfrenta dificuldades com relação a notas, já que nem todas foram lançadas no sistema. No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), a assembleia que define os rumos da greve está marcada para segunda-feira.

Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) se reuniu quando a greve começou, em 17 de maio, e decidiu pelo recesso. O grupo só volta a se reunir quando o comando local decidir pelo fim do movimento grevista. A reportagem tentou contato com o sindicato dos professores, mas ninguém foi encontrado. Enquanto isso, a estudante Bianca Damas Pereira, de 21 anos, que cursava o sétimo período de jornalismo quando houve a paralisação, fica sem saber o que fazer. “O problema é que a gente pensa em formar para buscar logo um emprego e não sabe quando vai poder fazer isso”, diz a aluna da UFV. Outro problema, segundo ela, é ficar na cidade por causa do estágio sem ter aulas. Ela reveza entre Viçosa, onde estuda, na Região Central de Minas, e Divinópolis, no Centro-Oeste, onde a família mora.

REAJUSTE A categoria pede carreira única com incorporação das gratificações e variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), além de percentuais de acréscimo conforme a titulação e o regime de trabalho. Segundo os professores, o reajuste proposto pelo governo dá algum aumento apenas para o topo da carreira. No geral, a proposta perde para a inflação. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta do governo federal oferece aumento mínimo de 25% até 2015, criação de um programa de formação docente que dá condições de progressão na carreira, entre outros benefícios.

Proifes é a favor da proposta

O conselho deliberativo da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa sete universidades no país, nenhuma em Minas, definiu na quarta-feira que é favorável à proposta do governo e indicou que seus filiados votem a favor do que o governo federal ofereceu. Segundo nota na página do Proifes na internet, 15 pontos antes considerados inaceitáveis na proposta inicial foram mudados e isso significou um parecer favorável. Ainda assim, os comandos locais devem tomar suas decisões em assembleias gerais.

Memória: as maiores greves da história

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a greve mais longa da história das universidades federais aconteceu em 2005, quando professores em várias partes do país ficaram parados por 112 dias, de 30 de agosto até 19 de novembro. Para a UFMG, o maior movimento dos docentes da universidade aconteceu em 1991, com 124 dias de paralisação, de 16 de maio a 20 de setembro. Em 2001, a UFMG também sofreu com uma grande greve (foto), de 107 dias e seus reflexos foram sentidos nos dois anos seguintes. O vestibular deste ano foi cancelado e em 2003 os alunos tiveram três semestres letivos, ainda para repor o que foi perdido dois anos antes.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/07/27/internas_educacao,308447/ano-letivo-so-vai-acabar-em-2013-nas-universidades-federais.shtml

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Andifes solicitará audiência com ministros para debater a greve.


A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), decidiu em reunião do Conselho Pleno, ontem (10), que vai solicitar uma audiência, para os próximos dias, com o ministro da educação, Aloizio Mercadante e com a ministra do planejamento Miriam Belchior. Os reitores querem buscar celeridade na negociação entre governo e os sindicatos dos trabalhadores em greve nas Universidades Federais e discutir a orientação do comunicado nº 552047/ 48, do Ministério do Planejamento, enviado aos departamentos de recursos humanos das universidades no último dia 06.

O pedido de audiência foi deliberado pelos reitores durante a reunião, na qual avaliaram as consequências ocasionadas pela paralisação de quase dois meses. O maior questionamento foi a respeito do fato de serem inexeqüíveis técnica e juridicamente as orientações dadas pelo secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, e pela secretária de Gestão Pública. Chamou a atenção dos reitores a ausência das assinaturas dos ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão e Educação no expediente publicado.

De acordo com o presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins, é necessário ouvir o ministro Aloizio Mercadante, assim como a ministra Miriam Belchior, sobre as medidas que constam no comunicado enviado diretamente aos dirigentes de recursos humanos dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, sem passar pelos reitores, dirigentes das universidades federais.

“O comunicado, em uma primeira análise, não acompanha as posições divulgadas pelo governo de diálogo e negociação em curso e desconhece a inexistência de registro de ponto para os docentes. Neste sentido, entre outras dúvidas jurídicas que precisam ser esclarecidas, a Andifes deliberou por encaminhar a solicitação de audiência com os dois ministros para que possamos debater a orientação deste comunicado, que certamente fere a autonomia das universidades”, disse o reitor.

A paralisação dos servidores e suas consequências foram assuntos também tratados ontem pela diretoria executiva da Associação, juntamente com os sindicatos dos professores, Andes e PROIFES e com o sindicato dos técnico-administrativos, Fasubra. Os representantes das categorias apresentaram um balanço da greve e colocaram a preocupação com a medida de corte salarial do governo.

A diretoria da Andifes, por sua vez, manifestou a preocupação com medidas extremas por parte de alguns e com as necessidades de cuidados com o patrimônio público e da manutenção das atividades essenciais nas universidades.       

Diante desse cenário, a Andifes avaliou que o pedido de audiência com os representantes do governo será feito o mais rápido possível. A intenção é expor ao Governo a necessidade de um diálogo mais rápido e eficiente entre as partes envolvidas diretamente com a greve. Outra pauta discutida foi a necessidade de suspensão do calendário acadêmico, mas ficou entendido pela Andifes que cada universidade tratará o assunto de forma individual, respeitando a autonomia das instituições.

Fonte: Qua, 11 de Julho de 2012 12:23 Iara Malta - Ascom - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6804:andifes-solicitara-audiencia-com-ministros-para-debater-a-greve&catid=18&Itemid=100014

Reitores manifestam preocupação com a falta de interlocução para o fim da greve.

A diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apresentou ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante e ao secretário Amaro Lins, da Secretaria de Educação Superior (SEsu), nos dias 03 e 04 de julho, a grande preocupação dos gestores das universidades federais, manifestada pelo conjunto de reitores na última reunião do Conselho Pleno em Ouro Preto – MG, com a falta de interlocução objetiva entre o governo os docentes e técnico-administrativos para resolução da greve.

Ainda no dia 04, a diretoria executiva da Andifes, acompanhada de outros reitores, esteve presente na reunião ordinária da Comissão de Educação da Câmara, para buscar apoio para solução célere do problema da greve nas Universidades Federais. Os reitores tiveram a palavra franqueada pelo presidente da comissão, deputado Newton Lima (PT-SP), que por sua vez se pronunciou favorável à mobilização parlamentar no processo de negociação junto ao Governo Federal.

O grupo de gestores federais estava composto pelo presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins, da Universidade Federal de Ouro Preto, e os reitores das Universidades Federais do Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Carlos-SP, Mato Grosso, Pará e Goiás. O pedido da Andifes aos parlamentares foi que houvesse uma intervenção dos congressistas para que o Governo Federal apresentasse uma proposta, o mais rápido possível, aos professores e técnico-administrativos paralisados há mais de um mês.

Para o presidente da Associação, a mobilização dos setores envolvidos com a educação, e preocupados com os efeitos negativos da greve, pode resultar na aceleração da decisão do governo. João Luiz Martins aproveitou o encontro com os deputados federais para fazer um relato positivo da realidade das universidades, que possui hoje novos equipamentos, instalações e um número maior de alunos, professores e técnicos capacitados. “As universidades federais caminham em um processo bem sucedido de expansão com qualidade. Dentro desse avanço precisamos valorizar a dimensão estratégica responsável pela qualidade das universidades, que são os trabalhadores docentes e técnicos”, afirmou o presidente.

O deputado Newton Lima concordou com as posições apresentadas pela diretoria executiva da Andifes e garantiu que assim como a Associação, fará interlocução junto ao Governo Federal para dar agilidade a apresentação da proposta para as categorias paralisadas. O presidente da Comissão de Educação da Câmara adiantou que já havia feito contato com o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, que garantiu a apresentação de uma proposta aos professores em greve nos próximos dias.

Newton Lima disse ainda aos reitores que um grupo de parlamentares se reuniria com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior para tratar da problemática da greve. Ao final o reitor João Luiz agradeceu aos parlamentares o apoio dado às universidades com a aprovação da Lei nº 12.677/12 que cria cargos. “Precisamos continuar a expansão com mais infraestrutura, equipamentos, docentes e técnicos reconhecidos e bem remunerados”, disse o presidente da Andifes.

Fonte: Qua, 04 de Julho de 2012 15:57 Iara Malta - Assessora de Comunicação - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6777:reitores-manifestam-preocupacao-com-a-falta-de-interlocucao-para-o-fim-da-greve&catid=18&Itemid=100014

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Greve dos professores federais completa um mês sem previsão de término.

A greve dos professores das universidades federais completa um mês hoje (17) sem nenhuma perspectiva para o fim do movimento. O Ministério do Planejamento prometeu apresentar na próxima terça-feira (12) uma proposta para o plano de carreira dos docentes. Contudo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) avalia que a greve não será encerrada, mesmo se a proposta for considerada boa.

“Esperamos que o governo pare de enrolar e apresente uma proposta concreta. Esperamos que haja algo objetivo para que, a partir daí, possamos iniciar um processo de negociação. O fim da greve sequer está na nossa pauta”, disse à Agência Brasil o primeiro-vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch.

Segundo ele, apesar dos transtornos causados pela greve, o movimento tem recebido apoio da sociedade. “Temos recebido uma resposta de acolhimento por parte da sociedade. Esse é um movimento vitorioso porque a sociedade não se engana mais com discursos vazios. A sociedade está percebendo que a pior crise do país é a da falta de políticas públicas para a educação”, argumentou Schuch.

Na última terça-feira (12), o governo federal chegou a pediu, sem sucesso, uma “trégua” de 20 dias aos professores federais para continuar as negociações. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse que o governo se comprometeria a apresentar ao fim desse prazo uma proposta para solucionar o impasse em torno da reestruturação da carreira, principal reivindicação dos professores.

Além de não concordar com a “trégua”, os grevistas criticaram a postura do governo. “Estamos, desde o segundo semestre de 2010, esperando propostas concretas do governo para podermos conversar com a categoria e isso não aconteceu. Não deu para acreditar que o governo chegou falando em “trégua”. Foi uma coisa fora da realidade.”

A greve já atinge 55 instituições federais de ensino em todo o país. Também em busca da reestruturação de carreira, os servidores vinculados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciaram greve geral a partir de amanhã (13), entre docentes e técnicos. A paralisação deve atingir 40 mil servidores.

Fonte: 17/06/2012 - Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-17/greve-dos-professores-federais-completa-um-mes-sem-previsao-de-termino

terça-feira, 29 de maio de 2012

Greve: Andifes trabalha pelo diálogo entre as partes.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reuniu-se essa semana com o ministro da educação, Aloizio Mercadante, a ministra de relações institucionais, Ideli Salvatti e com dirigentes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). Entre as pautas sobre educação superior, a associação posicionou-se a favor de um ambiente de interlocução no processo de negociação sobre a greve nas Universidades Federais, iniciada há uma semana.

A Andifes atendeu a um chamado do Ministério da Educação (MEC), que queria avaliar junto aos reitores a dimensão da greve nas universidades e suas conseqüências. Na presença do ministro Aloizio Mercadante, do secretário executivo Henrique Paim, do secretário da SEsu, Amaro Lins, os representantes da associação, presidente João Luiz, vice-presidente Carlos Edilson Maneschy e do secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino, foi colocado que os reitores das universidades federais vão se reunir no próximo dia 31, e na ocasião será feita a avaliação da greve.

A posição adotada pela Andifes, posta ao ministro Mercadante, destacou a necessidade de criação de um ambiente de negociação entre o governo e os representantes da categoria, uma vez que se percebe que o movimento de greve está consolidado. “O que podemos adiantar é que se observa um envolvimento crescente dos professores no movimento de greve, mas a situação real só conheceremos depois da reunião do dia 31, que contará com a presença de todos os reitores federais”, explicou o reitor presidente.

No encontro com a ministra Ideli Salvatti, foi reiterada a posição dada ao ministro da educação sobre a necessidade de interlocução com os professores e também com os técnico-administrativos das universidades, mas a conversa tratou também do processo de aprovação do PL 2134/11 que no Senado virou PLC 36/2012, e trata da criação de cargos para docentes das universidades ainda este semestre.

O projeto de lei atualmente encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando relatoria, mas de acordo com a Ideli Salvatti, será feito um trabalho junto aos parlamentares para que a tramitação ganhe regime de urgência no Senado. Os representantes da Andifes também reafirmaram a importância da edição da Medida Provisória 586, porque desta forma se cumpriu um ponto importante do acordo entre docentes e governo ainda em 2011.

De acordo o reitor João Luiz, na perspectiva da ministra, se os esforços forem bem sucedidos, o projeto deverá ser votado até a próxima quarta-feira (30). “Solicitamos que após a aprovação do projeto de lei, seja feito esforço junto ao Ministério do Planejamento para dar agilidade a abertura do concurso público e contratação imediata dos novos professores”, explicou o presidente.

Na reunião, os dirigentes da Andifes aproveitaram para afirmar o apoio das universidades federais a vinculação de 50% dos recursos do pré-sal, destinados ao Fundo Social, para investimentos em educação, ciências, tecnologia e inovação. O Projeto de Lei nº 02565/2011, que trata da redistribuição dos royalties de petróleo entre os Estados encontra-se na Câmara sob a relatoria deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Ao final do dia, após as reuniões com os representantes do governo, o reitor recebeu na sede da Andifes, a presidente da ANDES, Marina Barbosa e o vice-presidente Luiz Henrique Shuch. Na conversa com os sindicalistas, foram relatados todos os pontos do diálogo com o ministro da educação e o presidente da associação explicou a importância de se manter um canal de negociação na busca de abreviar a resolução do embate.

Fonte: ANDIFES - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6595:greve-andifes-trabalha-pelo-dialogo-entre-as-partes-&catid=18&Itemid=100014

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Seminário sobre Diretrizes e Estratégias para uma Política de Expansão das Universidades Federais.

A Andifes realizou dia 14 de dezembro o último Seminário de 2011, com tema “Diretrizes e Estratégias para uma Política de Expansão das Universidades Federais”. O encontro fez parte do ciclo de atividades da Andifes para construir diretrizes para uma nova etapa da expansão das universidades federais. Ao longo do ano a Andifes realizou seis seminários que analisaram a expansão das universidades federais. Os temas foram PNE; assistência estudantil; Educação à Distância; Pós-graduação e inovação; graduação e por fim, este que procurou ouvir a opinião de atores sociais externos às universidades.

Participaram como palestrantes o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante; presidente do Ipea, Márcio Pochmann; ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, Roberto Cláudio e o ex-presidente da Andifes, Amaro Lins.

Na abertura do encontro o presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins (UFOP) falou do encontro positivo com a presidenta da República, Dilma Rousseff, (Leia mais) e disse que ela frisou a importância estratégica das universidades federais para dar conta do desenvolvimento do Brasil, e fortaleceu a questão da formação de professores.  “As palavras da presidenta Dilma conferem maior pertinência à proposta de expansão que estamos construindo. Este seminário fecha um ciclo e consagra um método de formular políticas públicas, que é a participação de vários atores. Assim funciona a universidade federal e a Andifes”, disse o presidente.

Algumas questões que se apresentam para construção de diretrizes e estratégias para expansão das universidades federais foram abordadas no Seminário, que são:

a) Como enfrentar o desafio de levar a educação superior para uma parcela mais
significativa da população brasileira?
b) Como ampliar as matrículas em cursos nas áreas tecnológicas, exatas, agrárias e da
saúde?
c) Qual o perfil do profissional que o Brasil precisa?
d) Quem são os futuros alunos das universidades federais?
e) Como superar as desigualdades regionais?
f) Como combinar formação profissional com ciência, tecnologia e inovação?
g) Qual o papel da universidade federal no ensino superior?
h) É preciso expandir as universidades federais?

Um novo Ensino Superior
O ex-presidente da Andifes e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amaro Lins, falou da sua experiência como educador no ensino superior. Também discorreu sobre a necessidade uma análise mais ampla sobre o mundo e sobre o papel da educação superior.

De acordo com Lins, atualmente, a maneira de aprender as coisas mudou: “Os jovens não lêem mais manuais. Eles já têm a ideia mais ou menos formada e não desenvolvem habilidades cartesianas como na nossa época. Isso é bom à medida que, quando ele for aprender a Física, ele vai entender o quanto ela será importante lá na frente”.

Amaro salienta que o jovem é muito do efêmero e a natureza humana passa por transformações. “Antes ficávamos tendo 3 horas de aula de cálculo. Hoje ele consegue todas as aulas na Internet, e com qualidade”, disse o professor.

Sobre qual o perfil do profissional que o Brasil precisa, Amaro Lins disse que na universidade o aluno deve praticar os pilares da educação superior em seu cotidiano. Os pilares são: aprender a aprender; aprender a fazer e aprender a conviver ou a ser. “Por meio do trabalho em grupo de alunos induzimos estes jovens a discutir os problemas que ele irá enfrentar e a desenvolver seu senso crítico. Precisamos trabalhar estes pilares”, argumentou.

O professor acredita que o jovem que está no ensino superior tem o dever e capacidade de gerar o novo. Por isso o professor também deve estimular o jovem. “Esperamos que este aluno se relacione com o mundo do trabalho e com as transformações da sociedade. “A geração do conhecimento é algo que diferencia”, afirmou Amaro.

O ex-presidente do CNE e ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Cláudio fez uma reflexão sobre o final do ciclo de expansão das universidades federais. Ele afirma que este último governo investiu mais em educação superior. “Há cerca de 5 anos atrás eu fiz uma projeção que previa que o sistema de educação superior deveria ter no final de 2010, 7 milhões de alunos, entre 18 a 24 anos. E hoje verificamos que o Brasil chegou a 6,4 milhões de alunos no ensino superior. Isso significa que em termos gerais o Brasil quase atingiu a meta. Graças ao esforço governamental”, disse o professor.

Roberto Cláudio disse que a realidade da educação superior brasileira está se modificando rapidamente com a forte atuação de fundos financeiros na aquisição de instituições de ensino superior. “Hoje, se o governo federal tiver interesse em discutir educação superior no país, com participação do setor privado, terá dificuldades, pois parcela grande da oferta de vagas está sobre o domínio de fundos de investimentos que tem sede fora do país e atuam por meio da bolsa de valores. Até alguns anos atrás bastava chamar um conjunto de empresários da área de educação, bem conhecidos, e se estabelecia o diálogo com os responsáveis por 75% da oferta de vagas no Brasil”, disse o ex-presidente do CNE.

Ministro Aloizio Mercadante
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, apresentou números da economia do Brasil, seu crescimento nas reservas internacionais robustas bem como o avanço no investimento estrangeiro. Mercadante mostrou dados das políticas fiscais e monetárias do país e apresentou às universidades Programas como: “Viver Sem Limite: Tecnologia Assistiva” que prevê o lançamento do portal de tecnologia assistiva em parceria com 10 países ampliando o acesso a educação e inclusão social, e também o “Programa Ciência Sem Fronteiras” que pretende atender áreas prioritárias de ciências básicas, engenharias e áreas tecnológicas, totalizando 101.000 bolsas. Veja a apresentação do Ministro.

“O perfil dos profissionais que o Brasil precisa, bem como o papel das universidades federais, devem ser compatíveis com a realização desses Programas, que exigirão mão de obra com grande qualificação. A quantidade desses profissionais, a sua distribuição geográfica e as condições econômicas favoráveis do país, indicam a necessidade de expansão continuada das universidades federais”, disse o Ministro.

Presidente do Ipea
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, falou do ponto de vista da universalização no ensino brasileiro e do financiamento da educação. Veja no link o comunicado do Ipea que fala sobre “Financiamento da educação: necessidades e possibilidades”.

Márcio Pochmann afirmou que apesar do crescimento e aumento da produtividade no sistema de educação brasileira nos últimos anos ele se mostra ineficiente. “Precisamos realmente universalizar a partir do ensino fundamental. Nós temos hoje 3,7 milhões de brasileiros com até 17 anos fora da escola. No ensino médio, de 15 a 17 anos nós temos 70% da faixa bruta matriculado. Líquida ela cai para 50%, que são aqueles que entram e ficam até o final”. Dado o desafio do desenvolvimento, Pochmann avalia que é preciso um esforço muito maior de financiamento e gestão para que o país avance, pois esses jovens serão os futuros alunos das universidades.

Participaram do Seminário, reitores, ex-presidentes da Andifes, pró-reitores de graduação, militantes sindicais, estudantes, entre outros convidados.

Fonte: Elô Bittencourt - Assessora de comunicação da Andifes - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6048:seminario-sobre-diretrizes-e-estrategias-para-uma-politica-de-expansao-das-universidades-federais&catid=15&Itemid=100

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

DIREÇÃO DA FASUBRA REUNE-SE COM SECRETÁRIO DE ENSINO SUPERIOR DO MEC.

Definição de bolsa CAPES para os Trabalhadores Técnico-Administrativos, Programa Nacional de Capacitação, Calendário de Reuniões da CNSC, Eleições nas Universidades, GT-Terceirização, Carga Horária de Médicos, Ação da Advocacia Geral da União (Greve Fasubra) e Ponto Eletrônico.

Esses foram alguns dos assuntos discutidos pela FASUBRA Sindical durante reunião realizada em 25 de outubro, com o secretário de Ensino  Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa.

A seguir disponibilizamos a minuta do relatório da DN FASUBRA, que será também publicado no próximo Informe de Diretoria.

A representação da FASUBRA iniciou a sua manifestação informando que em reunião com a Comissão de Recursos Humanos da ANDIFES, ficou acertado que a FASUBRA apresentaria um Projeto Piloto para a concessão de Bolsas CAPES, para discussão na ANDIFES visando a definição. Neste Projeto estaria incluso as áreas de concentração dos Cursos de Mestrado e Doutorado, bem como uma projeção do número de Bolsas.

Informamos que há necessidade de agilizar essa questão, pois se depender de discussão com os reitores, poderá ocorrer uma morosidade no processo. Destacamos que os IFETS já possuem este beneficio há mais de 03 anos.

Em seguida ficou acordado, que enviaríamos a SESU o Projeto Piloto, e que após o recebimento, a SESU em 02 semanas fecharia o Projeto com a CAPES.

Quanto a Política Nacional de Capacitação: A FASUBRA apresentará o modelo de capacitação, cujas diretrizes já foram debatidas na CNSC. A SESU informou que disponibilizará o montante de 1% da folha de pagamento para incentivar e induzir as Universidades a desenvolverem programas de capacitação nas IFES, tendo como referência o modelo nacional.

Agenda da CNSC: A FASUBRA cobrou calendário de reunião programado anualmente para o desenvolvimento dos trabalhos da CNSC. Ficou acertado que na próxima semana a SESU convocará a FASUBRA para reunião, quando será definido o calendário anual dos trabalhos da referida comissão.

Eleições para Reitor das Universidades: A FASUBRA cobrou do MEC o encaminhamento da posição informada na reunião com o Ministro, quanto a fora de eleições nas Universidades. Questionamos a edição da Normativa da SESU sobre a forma de composição da lista tríplice. O Secretário disse que elaborou essa normativa em virtude da ocorrência de eleições nos Conselhos por aclamação. Mas que é favorável a eleição paritária, bem como ao encerramento do processo no âmbito da autonomia das Universidades, acabando com a lista tríplice.

Disse que apoia o PL 3674, de autoria da Deputada Alice Portugual, em tramitação no Congresso Nacional, que anula a existência da lista tríplice.

Informou que elaborou uma Minuta de PL, onde define o percentual de 1/3 para cada segmento, bem como define o fim da lista tríplice e que, no caso de vacância do cargo de Reitor o Vice – Reitor assume a titularidade do cargo.

Como encaminhamento ficou definido que a FASUBRA contataria a Deputada Alice Portugual, para reunir com a SESU buscando a construção de um substitutivo que ampliasse nas questões que constam do PL da SESU.

GT-Terceirização: Cobramos a instalação do GT-Terceirização e o Secretário nos informou que estará enviando documento as entidades que integram o GT no dia 28 de outubro e a partir desta data as entidades teriam 15 dias para indicar seus representantes.

Carga Horária dos Médicos: Cobramos mais uma vez a intervenção do MEC junto ao MP sobre a mudança salarial dos médicos contida no PL 2203. Informamos que no MP não houve avanço nesse debate, vez que o MP continua afirmando que foi feito apenas correção na distorção dos salários percebidos pelos médicos, o que não hpa acordo com a FASUBRA. Solicitamos mais uma vez a mediação do MEC, pois esta questão e de interesse da gestão institucional.

O Secretário nos informou que está em processo de conversação com o MP sobre o assunto, que tem afirmado que a iniciativa do MP se deu em função de exigência do TCU. Solicitou mais um tempo a FASUBRA para definição acerca do tema.

Ação da AGU – Greve da FASUBRA: Informamos a posição do MP, quanto a retirada da ação movida contra a FASUBRA. O Secretário sugeriu que a FASUBRA acordasse com a ANDIFES um documento que seria enviado aos reitores, colocando o procedimento que culturalmente é exercido pela FASUBRA nos momentos de finais de Greve.

Ponto Eletrônico nos HU´s: Cobramos posição do MEC acerca da nossa denúncia quanto a intervenção da Coordenadoria nas Universidades, no tocante a gestão de pessoas, quando determina que o ponto eletrônico seja estendido para todos(as) trabalhadores(as) dos HU´s e enviado diretamente ao MEC.

O Secretário disse que a demanda do TCU é somente para o APH e que irá se reunir com o Professor Celso para tratar do assunto que será pauta de próxima reunião com a FASUBRA.

Fonte: http://www.fasubra.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2341:direcao-da-fasubra-reune-se-com-secretario-de-ensino-superior-do-mec&catid=18:slideshow&Itemid=19

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Presidenta Dilma encaminha PL de criação de Cargos nas IFES.

Há mais de dois anos a Andifes faz gestões junto ao Governo Federal pela criação de cargos de docentes e técnicos para suprir as demandas de reposição e de ampliação das Universidades Federais.

O PL também contempla a criação de CDs, FG e de Funções Comissionadas de Coordenação de curso.
A distribuição entre as IFES e a autorização para o uso efetivo dos cargos serão implementadas pelo MEC.

O presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins (Ufop), comemora a notícia e disse que a Associação se empenhará para a rápida aprovação do PL. “Esse é o resultado do trabalho coletivo de todos os reitores, e principalmente das últimas direções da Andifes. Esperamos suprir os cargos que faltam para a conclusão do REUNI e garantir a qualidade das novas expansões”.

Ao todo serão dezenove mil quinhentos e sessenta e nove (19.569) cargos de Professor de 3o Grau, integrantes da Carreira do Magistério Superior, de que trata a Lei no 7.596, de 10 de abril de 1987; vinte e quatro mil, trezentos e seis (24.306) cargos efetivos de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, integrantes do Plano de Carreiras e Cargos do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, de que trata a Lei no 11.784, de 22 de setembro de 2008; vinte e sete mil, setecentos e quatorze (27.714) cargos de técnicos-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, de que trata a Lei no 11.091, de 12 de janeiro de 2005 e cinco mil, quinhentos e oitenta e nove (5.589) cargos de direção e funções gratificadas.

No dia 15 de agosto de 2011 a Ministra de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Aparecida Belchior, e o Ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminharam a excelentíssima presidente da República, Dilma Rousseff, uma exposição de motivos com a proposta de criação dos respectivos cargos destinados às Instituições Federais de Ensino.

Fonte: 26.08.2011 - ANDIFES

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Professores aceitam proposta de reajuste do governo.

Reajuste de 4% gera aumentos que variam de 8% a 15% após incorporação das gratificações GEMAS e RT. Em reunião com o Ministério do Planejamento na última sexta-feira, 26 de agosto, representantes dos professores assinaram acordo emergencial garantindo reajuste de 4% sobre o vencimento básico, após a incorporação da gratificação específica do magistério superior (GEMAS) e também da Retribuição por Titulação (RT). A aplicação do percentual é válida tanto para docentes do Magistério Superior quanto do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, e será implementada em março de 2012.

A proposta gera aumentos que variam de 8% a 15% dependendo da situação do professor na carreira. Um professor titular com doutorado em regime de 20 horas de trabalho semanal, por exemplo, passaria a receber R$ 3.622,08. Hoje, o salário é de R$ 3.482,77. Já a remuneração de um docente com doutorado e dedicação exclusiva aumentaria de R$ 11.755,05 para R$ 12.225,25. O maior percentual de aumento beneficiaria os professores mais antigos.

No acordo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) exigiu fixação de prazo menor para a conclusão dos trabalhos de reestruturação da carreira, que ficou definido para 31 de março do próximo ano. As negociações coletivas estão previstas para começarem em 14 de setembro próximo.

Eduardo Raupp, decano de Administração e Finanças, acredita que a incorporação da GEMAS e da RT é extremamente positiva para a categoria. “O reajuste está abaixo do que esperávamos, mas estabelecer um compromisso de discussão sobre a carreira é muito positivo. Nos últimos anos, diversas categorias conseguiram repactuar suas carreiras e nós não. É importante darmos esse passo”, afirmou.

O documento foi assinado pelo secretário de recursos humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, pela diretora de desenvolvimento da rede de instituições federais de ensino superior do Ministério da Educação, Adriana Rigon Weska, pela presidente do Andes, Marina Barbosa Pinto, e pelo presidente do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Gil Vicente Reis de Figueiredo.

Fonte: UnB Agência - 29/08/2011 - http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5570

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Andifes manifesta para o Governo, docentes e técnico-administrativos a necessidade de negociação urgente.

O Conselho Pleno da Andifes discutiu no dia 17 de agosto de 2011 a paralisação dos TAs e a mobilização dos docentes nas Universidades Federais.

Seguindo a decisão do Pleno e coerente com iniciativas anteriores, o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor João Luiz Martins, manteve contato com o Secretário da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), e manifestou a preocupação da entidade com os prejuízos que a greve dos servidores técnico-administrativos está causando, bem como com as consequências de uma paralisação dos docentes.

O reitor João Luiz apresentou a síntese das manifestações dos reitores que apontam para a importância de se usar o diálogo como método principal para solução do impasse, e da necessidade de se estabelecer uma negociação com os TAs e acelerar as discussões com os docentes. Ele também ressaltou a importância do maior envolvimento do MEC, e do próprio Ministro, nas negociações.

A necessidade de se investir na negociação também tem sido manifestada às categorias de servidores pela Andifes.

O Secretário Luis Cláudio disse que uma proposta esta sendo construída pelo MPOG que teve a participação e o apelo do Ministro Haddad no sentido de viabilizar um entendimento com a categoria docente e que se espera, segundo o Secretário, um acordo para que a greve dos docentes não ocorra, entendendo a importância de se evitar a paralisação que seria muito ruim para o momento de expansão que vivem as IFES.

Quanto aos técnicos administrativos afirma que o governo já havia se manifestado pela negociação, porém houve um rompimento do comando em relação aos entendimentos, mas que apostava ainda em alguma estratégia para uma solução, negociada. No entanto, mesmo entendendo as preocupações, disse que até o momento não há nada de novo.

Fonte: Sex, 19 de Agosto de 2011 13:05 - Andifes - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5611:andifes-manifesta-para-o-governo-docentes-e-tecnico-administrativos-a-necessidade-de-negociacao-urgente-&catid=18&Itemid=100014

terça-feira, 12 de julho de 2011

Andifes propõe Matriz Orçamentária 2012 das Universidades.

Reitores se reúnem com secretários do Ministério da Educação.
A diretoria da ANDIFES, assessorada pela Comissão de Orçamento (ANDIFES/FORPLAD), se reuniu, no dia 27 de junho, com o secretário executivo (MEC), Henrique Paim, e o secretário de Ensino Superior (SESu/MEC), Luiz Cláudio Costa, para apresentar e discutir a proposta da dotação orçamentária para a Matriz Andifes de OCC do ano de 2012.

Na primeira versão a Andifes mostrou que, no ano de 2009, o número total de alunos equivalentes das Ifes do País chegou a 1.166.027, com um incremento de 10,76%, em relação ao ano de 2008. Esse resultado, considerando a Unidade Básica de Custeio (UBC) 2011 (R$1.688,98), fundamenta uma necessidade orçamentária para 2012, representada pela Parcela I Base no valor de R$1.969.391.008,00.

A atualização monetária do valor dessa Parcela pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente a maio de 2011, cujo percentual é de 6,5528%, corresponde à Parcela II Base R$129.050.254,00

Considerando-se a necessidade de recursos adicionais equivalentes a 6% da soma das duas parcelas anteriores, para custear os aumentos crescentes das despesas das Ifes com serviços terceirizados, justifica-se uma dotação orçamentária adicional, a Parcela III Base, no valor de $125.906.475,00

Foi, também, apresentada, com boa fundamentação, a necessidade de recursos adicionais equivalentes a 3,5% do valor-soma das referidas Parcelas I, II e III, para ajudar no financiamento das despesas de custeio das atividades de pós-graduação e pesquisa das IFES, que vêm sendo fortemente expandidas, sem cobertura orçamentária total pelo MCT. Essa demanda corresponde à Parcela IV Base, no valor de R$ 73.445.444,00.

Portanto, à luz dos fundamentos acima, justificou-se uma necessidade total de recursos orçamentários para a Matriz de OCC-IFES de 2012 no valor de R$ 2.297.793.181,00. Esse valor representa um incremento de 29% em relação ao seu correspondente valor na Lei Orçamentária de 2011.

O secretário Paim fez breves considerações sobre a proposta, enaltecendo a qualidade dos fundamentos, dizendo que o MEC vai analisá-la, como sempre, com a melhor atenção. Ressaltou, entretanto, que o Governo tem acenado com perspectivas de restrições orçamentárias, para o ano de 2012, não necessariamente para o MEC, no sentido do reajustamento fiscal.

A Andifes irá se reunir novamente com os secretários, para ajustarem uma posição conclusiva, em relação ao Orçamento da Matriz OCC-IFES para o ano de 2012.

Fonte: 11.07.2011 - SINDIFES - http://www.sindifes.org.br/sindifes/noticia.php?id=954

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Reunião no Ministério do Planejamento discute carreira de magistério superior.

O Diretor-Geral do CEFET-MG, Prof. Flávio Santos, participou, na quarta-feira, 24, em Brasília, de reunião na Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) como representante da Comissão de Recursos Humanos da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes.

No encontro, foi discutida a minuta do projeto de lei que reestrutura o plano de cargos e carreira de magistério superior federal. Segundo a proposta apresentada pelo Secretário de Recursos Humanos do MPOG, Duvanier Paiva Ferreira, cria-se uma nova classe na carreira, estabelecendo a possibilidade de remuneração por projetos institucionais, e estabelecem-se gratificações por coordenações de cursos como retribuição de encargos e não por função gratificada.

A proposta possui diversas outras novidades e encontra-se em discussão com a representação sindical. Sugestões podem ser enviadas à gabinete@adm.cefetmg.br, até a próxima quarta-feira, para que possam ser discutidas no âmbito da Andifes. De acordo com o MPOG, o documento deverá ser enviado à Casa Civil ao final de setembro para posterior envio ao Congresso Nacional.

A Andifes, por meio de sua comissão de RH, fará uma análise do documento e deverá se manifestar prontamente.

A Proposta de Carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico encontra-se, também, em processo de discussão no âmbito do governo e será apresentada oportunamente.

Veja aqui a minuta do projeto de lei que reestrutura o plano de cargos e carreira de magistério superior federal.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social/CEFET-MG - Data de Publicação: 26/08/2010 - http://www.cefetmg.br/noticias/2010/08/noticia0054.html

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Presidente Lula assina medidas que dão mais autonomia às universidades federais, antiga reivindicação da Andifes.


O Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva assinou, durante reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nesta segunda-feira (19/07), alguns dispositivos reivindicados pelos reitores para dar mais autonomia na gestão das universidades federais. O novo marco legal dá mais agilidade à gestão, eliminando alguns antigos entraves burocráticos.

A reivindicação dos reitores pela autonomia universitária acumula cerca de 20 anos de discussões (clique aqui e leia o discurso). Pelos decretos agora assinados, as universidades federais podem repassar recursos não empenhados no exercício fiscal vigente para o próximo ano e remanejar recursos entre as rubricas das instituições.

Outro dispositivo criado foi o banco de técnicos-administrativos equivalentes. Anteriormente, com a aposentadoria, exoneração ou falecimento de servidores, as instituições precisavam pedir autorizações a Ministérios para efetuarem outra contratação. Agora, essa reposição será automática.

Além dos decretos, o Presidente da República assinou ainda a medida provisória n 495, que disciplina o relacionamento das universidades com as Fundações de Apoio à Pesquisa. A lei n 8.958, de 1994, foi alterada pela medida e agora permite que as Instituições Federais de Ensino Superior “realizem convênios e contratos, por prazo determinado, com fundações instituídas com a finalidade de dar apoio a projetos de ensino, pesquisa e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, inclusive na gestão administrativa e financeira estritamente necessária à execução desses projetos”.

O presidente da Andifes Edward Madureira Brasil agradeceu ao Presidente Lula pela assinatura das medidas que “tornarão mais fácil e ágil o dia-a-dia das universidades”. “Só os presidentes que compreenderem o quão estratégicas são as universidades federais, a ciência e a tecnologia, poderão contribuir para o desenvolvimento e o futuro do país”, afirmou Edward Madureira Brasil, em agradecimento a Lula. O presidente da Andifes ressaltou também a articulação com os Ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento nas discussões e no apoio às medidas agora editadas.

O ministro da Educação Fernando Haddad afirmou que o dia foi histórico. Para ele, agora começa a compreensão de que é preciso modernizar a administração pública. Ele destacou o princípio da reposição automática de pessoal e as mudanças na execução orçamentária. “Autonomia é mais do que isso, mas o avanço foi muito significativo, um arcabouço legal para pessoal, custeio e investimento”, analisou Haddad.

O Presidente Lula afirmou que as medidas agora assinadas são um direito conquistado pelos reitores. Ele ressaltou a interlocução estabelecida entre o governo e a sociedade: “O governo aprendeu a ouvir. Conseguimos avançar em todos os seguimentos da sociedade organizada. Esse país, para dar certo, precisa sentir o olhar das pessoas e o que elas tem a dizer”, avaliou Lula, ressaltando a iniciativa da Andifes em procurar pelo governo e a articulação estabelecida.

A reunião ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, e contou com a presença de 58 reitores das universidades federais e dos ministros da Educação Fernando Haddad, da Saúde José Gomes Temporão, da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende e do Planejamento Paulo Bernardo.

Próximas demandas
O reitor Edward Madureira Brasil ainda entregou ao Presidente Lula e aos ministros presentes uma série de demandas da Andifes. A primeira delas foi a transformação dos Cefets de Minas Gerais e do Rio de Janeiro em Universidades Tecnológicas. Na sequência, o reitor ressaltou a importância do Projeto de Lei da carreira docente ser enviado ao Congresso Nacional ainda em 2010.

Ao exaltar a expansão das universidades federais, o presidente da Andifes defendeu ainda a transformação do Reuni em política de Estado e falou sobre a importância da implementação do Programa de Apoio à Pós-Graduação das Ifes (PAPG-Ifes) como complementar a este processo.

Hospitais Universitários
Outra preocupação dos reitores refere-se aos Hospitais Universitários (HUs). Por determinação do Presidente Lula na reunião com a Andifes de 2009, a situação dos 46 HUs começou a ser resolvida. Em janeiro de 2010 foi instituído o Programa de Apoio a Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, o Rehuf. Porém, até que seja totalmente implementado, as condições dos HUs preocupam os reitores.

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (20/07) destina R$ 100 milhões aos HUs, mas o Presidente da Andifes ressaltou que ainda está acordado um aporte de R$ 200 milhões e que a questão de pessoal é emergencial. Para que mais leitos não sejam fechados, a Andifes calcula a necessidade de 7.500 contratos temporários da União, a partir de um diagnóstico realizado pela Diretoria de Hospitais Universitários do MEC.

Fonte: Ter, 20 de Julho de 2010 12:55 Andréa Teixeira - www.andifes.org.br
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