quinta-feira, 12 de julho de 2012

Reitores manifestam preocupação com a falta de interlocução para o fim da greve.

A diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apresentou ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante e ao secretário Amaro Lins, da Secretaria de Educação Superior (SEsu), nos dias 03 e 04 de julho, a grande preocupação dos gestores das universidades federais, manifestada pelo conjunto de reitores na última reunião do Conselho Pleno em Ouro Preto – MG, com a falta de interlocução objetiva entre o governo os docentes e técnico-administrativos para resolução da greve.

Ainda no dia 04, a diretoria executiva da Andifes, acompanhada de outros reitores, esteve presente na reunião ordinária da Comissão de Educação da Câmara, para buscar apoio para solução célere do problema da greve nas Universidades Federais. Os reitores tiveram a palavra franqueada pelo presidente da comissão, deputado Newton Lima (PT-SP), que por sua vez se pronunciou favorável à mobilização parlamentar no processo de negociação junto ao Governo Federal.

O grupo de gestores federais estava composto pelo presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins, da Universidade Federal de Ouro Preto, e os reitores das Universidades Federais do Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Carlos-SP, Mato Grosso, Pará e Goiás. O pedido da Andifes aos parlamentares foi que houvesse uma intervenção dos congressistas para que o Governo Federal apresentasse uma proposta, o mais rápido possível, aos professores e técnico-administrativos paralisados há mais de um mês.

Para o presidente da Associação, a mobilização dos setores envolvidos com a educação, e preocupados com os efeitos negativos da greve, pode resultar na aceleração da decisão do governo. João Luiz Martins aproveitou o encontro com os deputados federais para fazer um relato positivo da realidade das universidades, que possui hoje novos equipamentos, instalações e um número maior de alunos, professores e técnicos capacitados. “As universidades federais caminham em um processo bem sucedido de expansão com qualidade. Dentro desse avanço precisamos valorizar a dimensão estratégica responsável pela qualidade das universidades, que são os trabalhadores docentes e técnicos”, afirmou o presidente.

O deputado Newton Lima concordou com as posições apresentadas pela diretoria executiva da Andifes e garantiu que assim como a Associação, fará interlocução junto ao Governo Federal para dar agilidade a apresentação da proposta para as categorias paralisadas. O presidente da Comissão de Educação da Câmara adiantou que já havia feito contato com o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, que garantiu a apresentação de uma proposta aos professores em greve nos próximos dias.

Newton Lima disse ainda aos reitores que um grupo de parlamentares se reuniria com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior para tratar da problemática da greve. Ao final o reitor João Luiz agradeceu aos parlamentares o apoio dado às universidades com a aprovação da Lei nº 12.677/12 que cria cargos. “Precisamos continuar a expansão com mais infraestrutura, equipamentos, docentes e técnicos reconhecidos e bem remunerados”, disse o presidente da Andifes.

Fonte: Qua, 04 de Julho de 2012 15:57 Iara Malta - Assessora de Comunicação - http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6777:reitores-manifestam-preocupacao-com-a-falta-de-interlocucao-para-o-fim-da-greve&catid=18&Itemid=100014

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Aumento de gastos para educação pode 'quebrar' Estado, diz Mantega.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou hoje que projetos em discussão no Congresso que aumentam os gastos do governo colocam em risco a solidez fiscal do país.

Mantega citou o PNE (Plano Nacional de Educação), que pretende elevar os gastos do governo federal para o equivalente a 10% do PIB, e as pressões por aumentos salariais do funcionalismo.

"Sempre nos deparamos com riscos de que o Parlamento aumente os custos de maneira extraordinária, o que põe em risco a solidez fiscal que conquistamos a muito custo", disse.

O ministro afirmou que o aumento dos gastos em educação para 10% pode "quebrar" o Estado brasileiro.

Ele criticou também os pleitos salariais dos servidores do judiciário. Nas palavras de Mantega, são os servidores que têm os melhores salários e estão pedindo reajuste superior a 50%.

"Nossa folha é de R$ 200 bilhões e temos que ter cuidado. Não podemos brincar em momentos de crise", afirmou Mantega.

Ele também criticou as tentativas de extinguir o fator previdenciário, que diminui a aposentadoria de quem se aposenta com menos de 60 anos (para mulheres) e 65 anos (para homens).

Segundo Mantega, o fim do fator retira a exigência da idade mínima para a aposentadoria, o que só existe em três países do mundo.

Mantega participa hoje de encontro organizado pelo Lide (grupo de líderes empresariais), em São Paulo.

Fonte: MARIANA CARNEIRO - http://www1.folha.uol.com.br/poder/1114889-aumento-de-gastos-para-educacao-pode-quebrar-estado-diz-mantega.shtml

Governo vai "enrolar" servidores até agosto.

Planejamento dialoga, mas não se compromete com grevistas. Só pedidos de saúde e educação estariam em pauta.

O governo vai esticar a corda até onde puder para manter sua estratégia de dar aos servidores públicos somente o que for possível, sem comprometer o Orçamento de 2013. Segundo a equipe econômica, caso as reivindicações das categorias paradas fossem atendidas, os gastos públicos com folhas de pagamento teriam impacto de mais R$ 92,2 bilhões, valor que compreenderia as demandas do funcionalismo civil e do militar. Os únicos pleitos que devem ser atendidos, porém, são os dos setores de educação e saúde, o que desagrada boa parte dos demais sindicalistas.

O Ministério do Planejamento, responsável pela negociação com as categorias, permanece irredutível e só deve apresentar propostas no fim de agosto. O secretário de Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça, manteve ontem a rotina de reuniões com as lideranças dos servidores. A reclamação, porém, é de que ele não sinaliza soluções. Ontem, liderados pelo deputado Paulo Rubens(PDT/PB), técnicos administrativos das universidades federais protocolaram sua pauta de reivindicações. "É um ato político. Temos feito isso todos os dias, só para pressionar o governo", disse Rubens.

A quarta-feira foi movimentada para os servidores do Executivo. Uma vigília foi iniciada por representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) em frente ao prédio onde fica a Secretaria do Ministério do Planejamento. Em 22 estados e no Distrito Federal, os cerca de 350 mil servidores que estão de braços cruzados — segundo dados da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) —promoveram manifestações do Dia Nacional de Lutas.

Representantes dos trabalhadores sem terras e assentados uniram-se a servidores dos órgãos da agricultura em Brasília para defender o fortalecimento da política de segurança alimentar dos brasileiros. A manifestação teve ainda a participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Parte do quadro do próprio Ministério do Planejamento e funcionários do Arquivo Nacional aderiram ao movimento grevista. A Polícia Militar estima que cerca de 400 pessoas participaram dos protestos na Esplanada ontem.

Mais adesões
"Os órgãos vinculados ao Ministério da Cultura, à Imprensa Nacional e às agências reguladoras devem engrossar o movimento", garante Sérgio Ronaldo da Silva, do Condsef. As agências iniciaram ontem uma operação-padrão que deve se estender até 16 de julho, quando será decidido se haverá uma paralisação total.

O presidente da Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras Federais (Aner), Paulo Mendes, disse que a categoria reivindica correção salarial e também exigência de nível superior para os concursos que forem abertos. Na manhã de hoje estarão em negociação o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Fiscalização prejudicada
De acordo com o presidente do Sinagencias, João Maria Medeiros, no lugar dos cerca de 30 processos analisados por semana, as agências se limitarão a menos da metade do quantitativo. O movimento é mais forte no Rio Grande do Sul, onde a operação realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve prejudicar a fiscalização de aeroportos e portos e da fronteira.

Fonte: Jorge  Freitas - Correio Braziliense - 05/07/2012 - http://servidorpblicofederal.blogspot.com.br/2012/07/governo-vai-enrolar-servidores-ate.html

Aprovada MP que reajusta salários de diversas categorias do Executivo.

Texto aprovado manteve carga horária dos médicos em 20 horas semanais. Gratificação para o Dnocs será incluída em outra MP. Plenário aprovou MP que prevê reajuste para cerca de 30 carreiras do Executivo federal.

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (4) a Medida Provisória 568/12, que concede reajustes salariais a diversas categorias do Poder Executivo. De acordo com o parecer aprovado, do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), a carga horária dos médicos continuará sendo de 20 horas semanais. A MP será encaminhada para votação no Senado.

Categorias beneficiadas pela MP 568

O texto tem provocado protestos desde sua edição, em maio deste ano. Além dos médicos, outras categorias também protestaram contra mudanças feitas pela MP, que reproduz o Projeto de Lei 2203/11. Mais de 50 universidades federais estão em greve pedindo aumento maior que os 4% concedidos.

As maiores mudanças feitas pelo relator no texto beneficiam os médicos, para os quais cria tabelas específicas, que passam a ficar desvinculadas das demais carreiras da Previdência, da Saúde e do Trabalho.

Carga horária
Em seu parecer, o senador Eduardo Braga dobrou o valor das tabelas para a carga horária de 40 horas semanais, mas a opção do servidor por ela dependerá do interesse da administração e da disponibilidade orçamentária e financeira.

O texto reúne, em um único artigo, todas as gratificações de desempenho criadas para os profissionais médicos de 20 setores diferentes.

As novas tabelas de vencimentos valem para as categorias de médico, médico de saúde pública, médico do trabalho, médico veterinário, médico-profissional técnico superior, médico-área, médico marítimo e médico cirurgião de qualquer órgão da administração pública federal direta, assim como de autarquias e de fundações públicas federais.

Antes da votação do texto, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantiu que os valores serão retroativos a fevereiro.

Mudanças nos adicionais
O relator da MP também retirou do texto as mudanças propostas pelo governo para os adicionais de insalubridade e de periculosidade.

Na redação original, esses adicionais eram transformados em valores fixos em reais (de R$ 100 a R$ 260), de acordo com o grau de exposição. Na prática, os profissionais que ganhassem mais perderiam mais. Com a exclusão da mudança, permanece o cálculo com base no vencimento do cargo.

Para o relator, não seria “razoável impor reduções a segmentos significativos do funcionalismo em uma MP que pretende corrigir, ainda que pontualmente, anomalias remuneratórias”.

Fiocruz e Forças Armadas
Outra mudança beneficiou os servidores da Fiocruz e da área de ciência e tecnologia das Forças Armadas, estabelecendo novas cargas horárias mínimas para os cursos de qualificação profissional que são pré-requisito para receber a gratificação de qualificação (GQ) nos níveis de 1 a 3.

Gratificações
Cerca de 30 carreiras são tratadas de alguma forma pela MP, por meio da criação de gratificações, aumento dos valores de outras, aumento de vencimentos básicos ou por mudanças nas regras para recebimento de gratificações na aposentadoria.

Dnocs
Quanto aos servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), o líder do governo informou que a correção que não pôde ser feita nessa MP já foi incluída no relatório da Medida Provisória 565/12.

A MP 565 autoriza o Executivo a criar linhas de crédito especiais com recursos dos fundos constitucionais de financiamento do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste para atender municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Fonte: Reportagem – Eduardo Piovesan - 'Agência Câmara de Notícias' - http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/421723-APROVADA-MP-QUE-REAJUSTA-SALARIOS-DE-DIVERSAS-CATEGORIAS-DO-EXECUTIVO.html

Relator conclui parecer da LDO e abre brecha para reajuste de servidores.

O parecer final do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi entregue na noite desta terça-feira pelo relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). O texto será colocado em votação a partir da próxima semana na Comissão Mista de Orçamento.

Ontem à noite, Valadares esteve no Palácio do Planalto para discutir com o governo alguns pontos do parecer. O relator manteve o dispositivo que permite a execução de investimentos, em 2013, mesmo que a lei orçamentária não seja sancionada até 31 de dezembro.

Esse é um dos principais pontos da proposta defendidos pelo Executivo. Por outro lado, ele incluiu um artigo que autoriza o projeto da lei orçamentária a reservar recursos para reajustes do funcionalismo dos três Poderes e do Ministério Público da União. O artigo determina que o aumento será dado por lei específica. O governo é contra a medida, por causa do impacto nas contas públicas.

O projeto da nova LDO recebeu 4.122 emendas, sendo 3.202 de texto e 920 para a elaboração do Anexo de Metas e Prioridades. Pela Constituição, o recesso parlamentar do Congresso só começa depois da aprovação do projeto da LDO.

Fonte: Reportagem - Janary Júnior - 'Agência Câmara de Notícias' - http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ECONOMIA/421591-RELATOR-CONCLUI-PARECER-DA-LDO-E-ABRE-BRECHA-PARA-REAJUSTE-DE-SERVIDORES.html

FASUBRA dá início a vigília no MPOG.

O Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA iniciou hoje (04) a vigília de dois dias em frente ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG). O objetivo do ato é reivindicar que o Governo abra as negociações com a categoria.

Os representantes dos trabalhadores técnico-administrativos em educação acampados em frente ao MPOG, estão munidos de carro de som, apitos e palavras de ordem como "negociação já", "10% do PIB para a Educação" e "chega de enrolação. Dilma, negocie já".

Fonte: http://www.fasubra.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2943:fasubra-da-inicio-a-vigilia-no-mpog&catid=18:slideshow&Itemid=19

Servidores federais em greve fazem manifestação em frente ao Ministério do Planejamento.

Servidores públicos federais, em greve há 17 dias, fizeram nesta quarta-feira (4) uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, em Brasília, com objetivo de pressionar a pasta a negociar as reivindicações da categoria. O protesto também marcou o Dia Nacional de Lutas, evento comandado pela Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef).

Nessa terça-feira (3), líderes do movimento se reuniram com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para que ele intercedesse no ministério em favor das negociações. A greve atinge órgãos do Executivo federal em 22 estados e no Distrito Federal (DF).

As demandas dos servidores federais são, em linhas gerais, recomposição salarial, extensão do plano de carreira estabelecido pela Lei 12.277/2010 a todos os servidores, ampliação de auxílio-alimentação e saúde, e realização de concurso público.

Entre os dias 16 e 20, a Condsef promoverá na capital federal vários atos. Um acampamento será montado na Esplanada dos Ministérios. No dia 18, os servidores sairão em marcha e no dia 20 realizarão um plenária unificada para uma avaliação do movimento.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=354896

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Planalto abre negociações salariais com servidores.

O Palácio do Planalto abriu ontem negociações com os servidores que demandam reajustes salariais e ameaçam o governo com greves ou a paralisação de suas atividades. Representantes dos funcionários públicos foram recebidos pelo ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Eles ouviram a sinalização de que o governo está aberto a manter o diálogo com o funcionalismo, mas que eventuais reajustes só devem ser incluídos na proposta do Orçamento de 2013.

Conforme revelou ontem o Valor, se o governo atender a todas as reivindicações de aumento de salários apresentadas pelos servidores civis e militares, a despesa anual da União com o pagamento de pessoal será acrescida em R$ 92,2 bilhões. O cálculo foi feito pelo Ministério do Planejamento. Do total, R$ 60 bilhões referem-se aos pedidos dos servidores civis do Executivo. Já os aumentos solicitados por militares e funcionários do Judiciário, Legislativo e do Ministério Público da União (MPU) totalizariam R$ 32,2 bilhões.

Além de sindicalistas do setor público, Gilberto Carvalho recebeu em seu gabinete representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Transportes, do Hospital das Forças Armadas (HFA), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O ministro é responsável por fazer a ponte entre o Palácio do Planalto e os movimentos sociais, e os sindicalistas têm reclamado da falta de interlocução com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Autoridades do Palácio do Planalto dizem que a presidente Dilma Rousseff já decidiu acolher algumas demandas dos servidores públicos. No entanto, acrescentam, as concessões devem atender os casos considerados mais críticos. Os aumentos não devem contemplar as carreiras que têm os melhores salários e os ocupantes de cargos de confiança na máquina pública federal.

 Dilma tem dito que o país não deve arriscar-se numa "aventura fiscal" devido às incertezas geradas pela crise financeira global. Por outro lado, dois dos setores que devem receber atenção do Palácio do Planalto são educação e saúde, áreas que não tiveram boa avaliação nas mais recentes pesquisas de avaliação do desempenho do governo.

Sindicatos dos servidores afirmam que estão em greve funcionários de 13 órgãos públicos, como Funasa, Incra, Funai, professores e técnicos de universidades. Além disso, estão fazendo "operação padrão" cerca de 15 categorias de servidores, entre auditores da Receita Federal, delegados da Polícia Federal e funcionários da Advocacia-Geral da União (AGU).

Fonte: Fernando Exman - Valor Econômico - 04/07/2012 - http://servidorpblicofederal.blogspot.com.br/2012/07/planalto-abre-negociacoes-salariais-com.html

MEC orienta universidades em greve a fazer matrícula via internet.

O Ministério da Educação (MEC) está orientando as universidades com problema na matrícula do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) por causa da greve dos servidores a fazer o procedimento via internet. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (3) que, até o momento, não há necessidade de se prorrogar o prazo de matrículas, que termina dia 9 (segunda-feira).
 
Na semana passada, o comando de greve dos técnicos administrativos das universidades e institutos federais, em greve há quase um mês, decidiu orientar os funcionários a suspender as matrículas do Sisu. De acordo com o MEC, entretanto, os problemas foram pontuais e não houve interrupção do processo de inscrição no sistema seletivo.
 
O Sisu unifica a oferta de vagas em universidades públicas, permitindo que sejam disputadas pelos estudantes a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, 642 mil candidatos participaram da disputa de cerca de 30 mil vagas.
 
Oferecer a matrícula via internet para os estudantes aprovados foi a solução encontrada pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Os candidatos devem acessar o site da instituição para ter acesso à ferramenta de matrícula online. A iniciativa permitiu dar andamento às matrículas do Sisu na instituição, suspensas na semana passada por servidores em greve.
 
O MEC não tem um levantamento de quais universidades estão oferecendo aos estudantes a opção de matrícula via internet, mas Mercadante disse que a alternativa permite “superar eventuais dificuldades que possam existir".
 
O uso da internet para manter o atendimento aos estudantes, apesar da greve, não significa desinteresse em negociar com os grevistas, segundo o ministro. “É evidente que o MEC tem todo o interesse que se encontre uma solução [para a greve] quanto mais breve melhor”, disse.
 
Além dos servidores, os professores das universidades federais também estão parados, mas iniciaram o movimento grevista desde maio. As duas categorias aguardam reunião com o Ministério do Planejamento para que sejam apresentadas propostas que atendam às reivindicações de cada uma delas.
 
A matrícula do Sisu para os aprovados em primeira chamada começou na última sexta-feira (29) e segue até 9 de julho. Após o fim do prazo, será convocada uma segunda chamada, marcada inicialmente para 13 de julho.

Fonte: Agência Brasil - http://www.hojeemdia.com.br/not%C3%ADcias/mec-orienta-universidades-em-greve-a-fazer-matr%C3%ADcula-via-internet-1.6598

terça-feira, 3 de julho de 2012

Funcionalismo federal: diferença salarial chega a 580%. Discrepância na folha de pagamento federal é reflexo do que já se verifica na iniciativa privada.

A divulgação dos salários de todos os servidores públicos do Executivo federal, que começou nesta semana por força da Lei de Acesso à Informação, revelou o tamanho da discrepância entre as remunerações de diferentes áreas. Embora em toda campanha eleitoral candidatos apregoem nos palanques que ensino e saúde são prioridades do país, isso não se reflete na estrutura salarial do funcionalismo federal. Entre as carreiras de nível superior, ninguém recebe tão pouco quanto professores e médicos. As diferenças chegam a 580% quando se compara o salário inicial de um professor auxiliar universitário ou de escolas técnicas em início de carreira, com 40 horas semanais, com o de um advogado da União com mesma carga horária: o primeiro começa com R$ 2,2 mil; o segundo, com R$ 14.970. Essa discrepância na folha de pagamento federal é um reflexo do que já se verifica na iniciativa privada.

Esse mesmo advogado chega ao setor público ganhando 368% a mais que um médico federal de início de carreira, que tem salário de R$ 3,2 mil. O GLOBO fez levantamento dos salários de todas as carreiras de nível superior do serviço público federal — do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Na elite do Executivo estão carreiras como delegado da Polícia Federal, perito criminal, advogado da União, procurador federal, auditor fiscal da Receita e diplomata. Todos têm salários iniciais a partir de R$ 13 mil e no fim da carreira os vencimentos passam dos R$ 18 mil, isso sem contar gratificações.

O levantamento dessas discrepâncias salariais dentro da área pública dá continuidade à reportagem deste domingo do GLOBO que mostrou que funcionários do setor público ganham, em média e por hora trabalhada, mais que os do setor privado formal em 87,8% das ocupações. Levantamento feito pelo jornal, a partir do Censo 2010, sinaliza que , em 338 empregos em que foi possível comparar as duas áreas, em 297 o serviço público pagava melhor.

Um professor de universidades ou de escolas federais, como Cefet e Pedro II (Rio), que trabalhe 40 horas por semana, recebe salário inicial de R$ 2.215,54 e no fim da carreira, com cursos de doutorado, pode chegar a R$ 5.918,95. Caso tenha dedicação exclusiva à universidade ou à escola federal, seus vencimentos começam em R$ 2.872,85 e podem chegar ao fim da carreira, após doutorado, a R$ 12.225,25.

Situação semelhante é vivida pelo médico federal. De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, o médico que trabalhe 40 horas semanais ingressa na carreira recebendo R$ 3.225,42 e chega no fim da carreira com R$ 5.650, fora as gratificações.

Em termos salariais, ‘o Senado é o céu’

Bem próximo deles na rabeira dos salários do funcionalismo está outra carreira vista como decisiva para o futuro do país, a de pesquisador. Os tecnologistas e analistas em gestão de pesquisa em Ciência e Tecnologia recebem salários iniciais de R$ 4.549,63 e no fim da carreira, com doutorado completo, podem chegar a R$ 14.175,82.

Se a diferença dentro do Executivo já impressiona, quando se comparam esses salários com os dos outros poderes, ela se torna aterradora. Salários de nível superior na Câmara começam em R$ 11.914,88 e chegam a R$ 17,352,53 para especialistas em técnica legislativa, analistas de informática, consultores, jornalistas e taquígrafos.

Mas, como já dizia Darcy Ribeiro, o Senado é o céu. Lá, os concursados de nível médio, como policiais legislativos, ingressam no serviço público recebendo R$ 13.833,64. Já os salários de nível superior, voltados a analistas legislativos, gestores, médicos e jornalistas, começam em R$ 18.440,64 e chegam a R$ 20.900,13 no fim da carreira.

O topo da burocracia nacional, no entanto, são os advogados e consultores do Senado. O salário inicial dessas carreiras é de R$ 23.826,57 e chega a R$ 25.003,21. Esses vencimentos batem os da elite do Poder Judiciário, onde os juízes concursados ingressam com vencimentos de R$ 21.766,15 e, quando chegam a juiz de tribunal regional, alcançam R$ 24.117,62. Sempre sem considerar as gratificações, horas extras e outras comissões por títulos e/ou funções.

Para a economista Margarida Gutierrez, da Coppead/UFRJ, há um exagero nos valores pagos a boa parte do funcionalismo do país.

— Os salários do setor público federal não são condizentes com a situação do país. São maiores que os pagos nos Estados Unidos e na Europa. Somos um país pobre — explicou a professora.

Ela vê na disparidade salarial uma demonstração das prioridades governamentais, ressaltando que, nos últimos quatro anos, o governo reajustou quase todas as carreiras, mas os professores ficaram fora:

— O professor está totalmente defasado, apesar de o serviço federal no país ser exorbitantemente bem pago. Isso mostra que o governo não tem o menor interesse em promover educação.

O Ministério da Educação reconhece que o salário dos professores universitários é mesmo baixo, como também o dos da educação básica. Assessores envolvidos na discussão ressaltam que o governo cumpriu acordo com os sindicatos dos professores, feito ano passado, de dar aumento de 4% em março último, mais a incorporação das gratificações. E que há um compromisso de até o mês que vem encaminhar o plano de carreira dos professores.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/funcionalismo-federal-diferenca-salarial-chega-580-5367367

Impasse nas negociações mantém greve nas universidades federais. Em todo o país, 58 instituições estão nessa situação. Governo diz que não há data para retomar reuniões com professores.

Continua o impasse nas negociações para acabar com a greve dos professores nas universidades federais. A paralisação prejudica quase um milhão de estudantes.

Uma imagem clássica: corredores praticamente vazios. Uma imagem marcante: manifestação na Esplanada dos Ministérios, que acabou em confusão. São cenas assim que contam a história dessa greve, que já dura 47 dias.

É na sala de aula, porém, que está a melhor fotografia da paralisação. As negociações não avançaram e o resultado são cadeiras vazias na maior parte do dia. Só que a greve não é total e alguns alunos vivem uma situação complicada: têm aulas de algumas disciplinas e em outras, nada. Não sabem quando e como o semestre vai terminar.

De norte a sul do país, 58 instituições federais de ensino superior do país estão nessa situação. De alguma forma, quase um milhão de alunos estão sendo afetados pela greve.

Sem aula, o estudante de Nutrição, Jefferson Borges, e os amigos jogam bola no campus. Para Lucas Resende, a greve não está sendo dramática. “Eu estou no estágio final do curso, que não parou porque a gente presta atividades para a comunidade, então não pode parar”, afirma.

Já Rodrigo Veloso estava cursando quatro matérias, e todas pararam. “Os professores falaram que, assim que acabar a greve, eles mandam e-mail e a gente faz a prova final, e acaba”, diz.

Os servidores também estão parados, o que atrapalha o funcionamento da universidade. A biblioteca da Universidade de Brasília, por exemplo, está fechada, assim como o restaurante universitário da instituição.

O sindicato dos professores reivindica, com outros funcionários federais, reajuste de 22% nos salários e mais um plano de carreira. Diz que, desde a metade de junho, o governo não procura a categoria.

“Nós já apresentamos a nossa proposta e agora estamos aguardando que o governo apresente a proposta dele para a categoria”, afirma Marinalva Oliveira, presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

A negociação é feita pelos Ministérios da Educação e do Planejamento. Por enquanto, o governo diz que não há data para retomar as reuniões com os professores.

VEJA AQUI O VÍDEO.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/07/impasse-nas-negociacoes-mantem-greve-nas-universidades-federais.html

EDITORIAL - GRUPO BANBEIRANTES (muito bom)

"Uma greve que fecha por 44 dias 57 universidades e 36 institutos federais é uma demonstração insistente de que não há mais limites para o desrespeito das autoridades pelo interesse da população."


Fonte: http://www.band.com.br/jornaldabandvideos.asp?v=986621c1a461a49e61ad57646eadeb69

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