terça-feira, 7 de agosto de 2012

Professores da UFMG seguem em greve e retorno das aulas é adiado.

Greve já dura 48 dias na universidade; principal reivindicação está relacionada com a reestruturação de carreira. Site da UFMG confirma adiamento do início das aulas na universidade

Em assembleia realizada nesta segunda-feira, os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram, por ampla maioria, manter a greve que já dura 48 dias na instituição. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH).

Com a decisão, o início do semestre letivo, que estava marcado para esta segunda, foi adiado e os alunos seguem sem data certa para o retorno. Em seu site, a UFMG exibiu uma mensagem informando a situação: "atenção estudantes calouros e veteranos: o início das aulas (...) está temporariamente suspenso. Aguardem novas orientações".

Polêmica entre Andes e Proifes
Na última semana, o governo utilizou a posição favorável da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais (Proifes) como justificativa para encerrar as negociações com a categoria. No entanto, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), que representa a maior parcela dos professores no país, recusou a proposta oferecida pelo Ministério do Planejamento após consulta realizada em assembleias locais. Entenda.

Nesta tarde (6), o Andes voltou a criticar a posição do governo e atacou a Proifes: "(...) o CNG/ANDES-SN ao mesmo tempo em que reafirma sua defesa intransigente à democracia sindical, com respeito às decisões pela base, exige que as negociações sejam reabertas e conclama entidades e trabalhadores a repudiarem a forma como o governo, com ajuda de entidades como o Proifes, tem atacado o direito de greve".

Os docentes da UFMG fazem parte do APUBH, que não é filiado ao Andes ou a Proifes, mas mantém um delegado no Comando Nacional de Greve para participar das negociações.

Liminar proíbe ocupação de prédios
Na última sexta-feira, a Justiça Federal acatou o pedido de liminar proposto pela UFMG para impedir que os servidores do Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais de Ensino (Sindifes) ocupem os imóveis da universidade, incluindo o bloqueio do acesso e do funcionamento normal de suas atividades. Em caso de descumprimento da decisão judicial, a entidade sindical e os grevistas arcarão com multa diária de R$ 20 mil. Na última semana, os grevistas chegaram a fechar o prédio da reitoria por mais de 13h.

Fonte: EM - http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/08/06/internas_educacao,310368/professores-da-ufmg-seguem-em-greve-e-retorno-das-aulas-e-adiado.shtml

Greve dos professores continua e não há perspectiva de volta ao trabalho.

Em greve há 80 dias, os professores das universidades e dos institutos federais de ensino superior continuam sem perspectiva de volta às aulas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) recusaram-se a firmar acordo com o governo e mantêm a paralisação.

Na sexta-feira, a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. O fechamento do acordo significou o fim das negociações por parte do governo.

Com a aceitação da oferta governamental pelo Proifes, ficou mais evidente o racha na base sindical. Para a presidenta da Andes-SN, Marinalva Oliveira, o governo não foi coerente. “Para nossa indignação, entre quatro entidades, só uma manifestou ter aceitado, e o governo anunciou que as negociações estavam encerradas, de maneira unilateral, suspendeu qualquer tentativa de acordo”, afirmou.

O coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, também discorda da proposta apresentada e classificou de “intransigente” a atitude do governo ao encerrar as negociações. “O governo assinou o acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes. O governo ignora a categoria. Não estamos de acordo com essa postura”, disse Almeida.

Dados do Andes-SN e do Sinasefe indicam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico. No entanto, cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independentemente de acordo firmado. A expectativa da entidade é realizar assembleias na próxima semana, para decidir se os professores voltam ao trabalho.

Segundo a secretária adjunta de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós, ainda é cedo para falar em novas propostas, caso a greve continue. “Vamos monitorar os próximos dias muito atentamente. Qualquer avaliação é prematura agora, mas não queremos subestimar a situação”, disse Marcela.

Fonte: Agência Brasil - http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/08/04/internas_educacao,310016/greve-dos-professores-continua-e-nao-ha-perspectiva-de-volta-ao-trabalho.shtml

Das quatro entidades que representam professores federais, uma assina acordo para terminar greve.

O governo federal assinou hoje (3) acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) para determinar o fim das negociações com os professores das universidades e institutos federais filiados à federação. A Proifes é a única das quatro entidades que representam os docentes de ensino superior que aceitaram os termos da proposta apresentada pelo governo.

Mesmo com a assinatura do documento, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13, o acordo não prevê retorno imediato dos docentes federais às salas de aula. A categoria está em greve desde 17 de maio. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico, no entanto cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independente de acordo firmado.

O presidente da Proifes, Eduardo Rolim, reconheceu que existe um “racha” na base sindical. “Isso não é uma nenhuma novidade. É um processo dinâmico, as entidades têm suas maneiras de tomar suas decisões”, explicou.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, disse acreditar que, a partir da próxima semana, as universidades federais começarão a retomar as atividades. “Teremos retorno das nossas atividades, estamos convencidos de que a greve vai acabar”, disse.

No entanto, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) , o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) se recusaram a ratificar o acordo e pretendem continuar com a greve.

A ameaça de continuidade da greve pelas três entidades que representam a categoria não flexibiliza a proposta do governo. “O nosso plano é o que foi negociado e que está em implementação. Não há motivo de pensar ou tratar de algo que não está neste momento na mesa”, disse Lins.

Dados do Andes-SN e do Sinasefe apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-03/das-quatro-entidades-que-representam-professores-federais-uma-assina-acordo-para-terminar-greve

No Rio de Janeiro, universidades federais mantêm greve e graduação não inicia segundo semestre.

As quatro universidades federais sediadas no estado não iniciarão as aulas do segundo semestre enquanto perdurar a greve dos professores, iniciada em 17 de maio. Em todas as instituições o calendário de atividades está suspenso e será retomado após o término das paralisações. Em nenhuma das instituições foi oficializada a perda de semestre, embora haja professores e alunos que consideram a possibilidade.

Segundo a reportagem da Agência Brasil apurou, as atividades de pesquisa e o atendimento nos hospitais universitários continuam, com prejuízos pontuais, enquanto as atividades de graduação estejam interrompidas. Serviços não essenciais que dependem de funcionários, como bibliotecas, estão, em geral, sem atendimento.

Nenhuma das universidades teve paralisação completa na pós-graduação, embora a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) tenha optado pela paralisação oficial mesmo dessas atividades.

Maior e mais antiga instituição no estado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tem paralisação forte na área de ciência humanas, com mais de 90% dos professores aderindo à greve. Nas ciências biológicas, a adesão é 60%. As demais áreas têm adesão de 20%, segundo estimativas da Associação de Docentes da UFRJ.

“Não pode haver dois calendários ao mesmo tempo, então mesmo os alunos que não aderiram à greve estão sendo forçados a entrar em greve, porque não conseguimos nem nos inscrever nas matérias. Alguns cursos terminaram o semestre anterior, outros não”, disse o estudante de estatística, Arthur Khalil Inácio, que informou que as atividades de pesquisa do núcleo em que participa não foram interrompidas.

O estudante de engenharia química Ricardo Wanderley também terminou o semestre anterior, mas não iniciou as atividades neste semestre. “No último semestre a biblioteca tinha funcionado em alguns horários enquanto havia aulas, mas agora parou de vez”, disse.

Entre os docentes a situação é semelhante. “A categoria está em greve. Eu não entrei (em greve), mas tive uma turma que entrou. Terminei aquelas aulas das turmas que não entraram em greve e uma turma ficou pendente. O segundo semestre não começou em relação à graduação. [Foi possível lançar as notas no sistema] só da pós-graduação. Como o calendário [da pós-graduação] é por programa vão iniciar as atividades logo. O programa que eu participo, por exemplo, é semana que vem que começa”, disse a professora do Instituto de Química, Magaly Albuquerque.

Segundo a assessoria de comunicação da UFRJ, as atividades de apoio realizadas por funcionários técnico-administrativos em laboratórios e bibliotecas estão paralisadas, ao passo que o atendimento no hospital universitário segue, com algum comprometimento, havendo faltas de parte do corpo técnico.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), sindicato e reitoria não estimaram a quantidade de funcionários parados, em qualquer das categorias. Segundo a associação de docentes houve paralisação inclusive em programas de pós-graduação.

Na UniRio também houve paralisação em parte da pós-graduação, segundo a professora Clarissa Gurgel, do comando de greve. Embora a informação tenha sido confirmada pela reitoria, nenhuma das entidades têm estimativas da quantidade de programas de pós ou de cursos de graduação parados, apesar de informarem que existem docentes grevistas em todos os cursos da instituição.

Segundo Oscar Gomes da Silva, coordenador geral da entidade da Associação de Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Asunirio), mantém-se em atividade somente os setores mais próximos à reitoria e o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Serviços não essenciais, como as bibliotecas, seguem parados.

Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) a paralisação atinge a graduação, cujo calendário oficial está suspenso desde 23 de maio, e será “integralmente recomposto” após o fim da greve docente. Bibliotecas e hospital veterinário também estão fechados. Há atividade em alguns programas de pós-graduação e em núcleos específicos de pesquisa.

No site da UFRRJ foi divulgado o Ofício Circular nº 08/2012 GAB/SESU/MEC, assinado por Amaro Henrique Pessoa Lins, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, com data de 3 de agosto. No documento a pasta oficializa o término das negociações com os docentes, e define que “a expectativa do MEC é que as universidades e institutos federais retomem as atividades e reponham adequadamente as aulas suspensas por conta da paralisação, reduzindo os prejuízos dos estudantes e toda a comunidade acadêmica”.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-06/no-rio-de-janeiro-universidades-federais-mantem-greve-e-graduacao-nao-inicia-segundo-semestre

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Após acordo com docentes, governo se reúne com técnicos em greve.

Servidores de universidades e institutos federais estão em greve há 56 dias.
Reunião com negociadores do governo será às 17h desta segunda-feira.


O governo federal vai se reunir na tarde desta segunda-feira (6) com representantes dos servidores técnico-administrativos para negociar o fim da greve na categoria, que começou em 11 de junho. A reunião, segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, vai acontecer às 17h em Brasília e reunirá membros do governo e dos dois sindicatos que representam os funcionários.

Os técnicos dos institutos federais são filiados ao Sindicado dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que fala em nome dos servidores das universidades. O Sinasefe também representa professores em algumas universidades, já que os docentes também são servidores federais. Porém, na maioria das instituições as duas categorias são separadas.

A greve dos servidores que desempenham funções técnicas e administrativas faz parte do movimento nacional de paralisação de serviodres federais, e tem reivindicações diferentes das dos docentes.

ENTENDA A GREVE DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS
A paralisação nacional dos servidores técnico-administrativos teve início em 11 de junho. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), o movimento atinge, parcial ou totalmente, todas as instituições federais de ensino do país.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES
- Aumento do piso salarial em 22,8% com a correção das pendêncais da carreira desde 2007 (atualmente, ele é de R$ 1.304)
- Devolução do vencimento básico complementar absorvido na mudança na Lei da Carreira, de 2005
- Reposicionamento dos servidores aposentados
O QUE DIZ O GOVERNO
O Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) afirmou, na semana passada, que só negociaria com a categoria após o fim da negociação com os professores em greve. A primeira reunião com os sindicatos de técnico-administrativos acontece nesta segunda-feira (6), em Brasília.

De acordo com as entidades, todos os 40 institutos (incluindo os dois centros de educação tecnológica e o Colégio Pedro II, no Rio) e todas as 59 universidades federais aderiram parcial ou totalmente à greve, que já dura 56 dias.

As principais reivindicações dos servidores são o aumento do piso salarial em 22,8% e a correção das pendências da carreira desde 2007. O piso atual é de R$ 1.034. Os servidores fizeram uma greve de quase quatro meses no ano passado, mas não houve negociação com o governo e a paralisação foi encerrada.

No início de julho, o Ministério da Educação anunciou um prazo mais amplo para a efetuação das matrículas dos estudantes aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que contou com a participação de mais de 40 instituições federais em greve. Na ocasião, os servidores dos setores administrativos garantiram o funcionamento mínimo dos serviços prioritários das instituições, incluindo as matrículas para os ingressantes no segundo semestre.

Professores
O governo federal e a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) assinaram na sexta-feira (3) o acordo sobre a proposta feita em 24 de julho a respeito do reajuste salarial e da reestruturação da carreira docente das instituições federais. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, a assinatura põe fim ao processo de negociação com a categoria, apesar de a maioria das assembleias de professores das universidades ter rejeitado a proposta. Ainda de acordo com o ministério, a postura do governo para os próximos dias será o de monitorar a reação da base docente, e a expectativa é que, aos poucos, os professores retomem as aulas.

O Proifes anunciou, na noite da quarta-feira (1º), que decidiu aceitar o acordo depois que uma consulta com 5.222 professores apontou que a maioria (74%) deles era favorável à proposta. De acordo com o presidente da entidade, Eduardo Rolim de Oliveira, o Proifes representa cerca de 20 mil professores em 77 campi pelo Brasil.

Já o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica Profissional e Tecnológica (Sinasefe) dizem que representam 65 mil docentes em quase todas as 59 universidades, 40 institutos de educação tecnológica e o Colégio Pedro II, no Rio. Nestas universidades e institutos, assembleias continuam rejeitando a proposta do governo.

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/08/apos-acordo-com-docentes-governo-se-reune-com-tecnicos-em-greve.html

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Reitores esperam que greve dos professores termine logo para que negociação com os técnicos administrativos avance.

A greve dos professores das universidades federais já dura 70 dias e os sindicatos que representam a categoria estão divididos em relação à última proposta de reestruturação da carreira apresentada pelo governo. A Agência Brasil entrevistou reitores de instituições federais de cinco regiões. Eles avaliam que a proposta apresentada pelo governo traz “avanços importantes” e esperam que a greve dos professores termine rapidamente para que comece a negociação com outra categoria da universidade: os técnicos administrativos, em greve desde 11 de junho.

A nova proposta apresentada pelo governo na terça-feira (24) ofereceu reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes – no plano apresentado anteriormente alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, sem a inflação do período. Além disso, a data para o aumento entrar em vigor foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março do ano que vem. Ele será dado de forma parcelada até 2015.

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), que representa a maior parte das instituições em greve, rejeitou a proposta. Já a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) considerou que as reivindicações foram atendidas e recomendou que os professores encerrem a paralisação.

Para o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo, a proposta é um “bom plano de recomposição”, tanto da carreira como dos salários. “Achamos que foi dado um passo largo para preservar a carreira docente pelos próximos três anos, o que não foi assegurado a nenhuma outra categoria [dos servidores federais]. Esperamos que o exame da questão se faça do ponto de vista dos interesses dos professores e não apenas dos interesses políticos que são colocados nesse debate”, declarou.

O reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo Filho, acredita que existe uma “grande defasagem salarial de toda a comunidade que precisa ser corrigida”, não só dos docentes como também dos técnicos administrativos.

Logo após apresentar a primeira proposta, o governo disse que não tinha possibilidade de revisão salarial, mas voltou atrás apresentando um reajuste maior para os docentes dos níveis iniciais da carreira.

Para Anísio Dourado, reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), isso demonstrou uma “sensibilidade” do Ministério do Planejamento com as negociações. “O volume de recursos alocado para professore em início de carreira possibilita um maior atração para os jovens doutores que ingressam na universidade”, disse.

O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Edilson Maneschy, avalia que a nova proposta corrige alguns pontos que estavam dificultando o diálogo com os sindicatos, sobretudo a melhoria salarial da base da carreira. “Quero crer que isso ajude na negociação. Vejo isso como um ponto importante. Espero que a partir daí isso possa avançar e as negociações não se obstruam em nenhum momento”.

O Ministério da Educação (MEC) espera que a greve dos professores seja encerrada para que as negociações com os técnicos administrativos sejam iniciadas. Os reitores estão preocupados porque ainda que os docentes retomem suas atividades, alguns serviços ficam interrompidos enquanto os servidores estiverem paralisados.

“Não é suficiente resolver a questão dos docentes, precisamos sem dúvida de uma solução para a demanda dos técnicos administrativos. Não é bom ter uma universidade funcionando só com uma parte daqueles que fazem o dia a dia da instituição”, disse o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Alexandre Netto.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-26/reitores-esperam-que-greve-dos-professores-termine-logo-para-que-negociacao-com-os-tecnicos-administr

Miriam Belchior diz que cronograma de negociação da greve será seguido pelo governo.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse hoje (26) na divulgação do quarto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), que o cronograma de negociação da greve dos servidores tem sido cumprido pelo governo. Ela destacou que os sindicatos que representam a categoria foram informados desde o início do ano que as propostas só seriam apresentadas no final de julho e início de agosto. A greve tem adesão de mais de 350 mil servidores federais em todo o país, de acordo com os sindicatos.

“A gente tem trabalhado com esse cronograma. Acreditamos que a greve é direito dos trabalhadores, desde que eles assumam todas as consequências desse ato. Está havendo o corte de ponto, porque se uma pessoa falta ao trabalho tem o dia descontado. Não é nenhuma punição excepcional. Mas as negociações seguem abertas”, disse a ministra.

Para Miriam Belchior, “não é normal parar de trabalhar e ganhar por isso”. Ela admitiu que a intenção do governo mudou ao longo do ano porque, a partir de maio e início de junho, “o cenário econômico ficou mais sombrio”, fazendo com que as contas fossem refeitas e, assim, analisar qual proposta seria possível fazer “de forma responsável” aos servidores.

A ministra disse que, no caso dos professores universitários e dos institutos técnicos, o governo acredita ser possível fazer um acordo, ainda que um dos sindicatos da categoria tenha rejeitado a proposta do governo apresentada ontem (25), de reajustes que variam de 25% a 40%. Ela lembrou que um dos sindicatos da categoria concordou com a proposta, que ainda será levada às assembleias.

“Para as demais categorias, estamos ultimando nossas contas do Orçamento [da União] para poder apresentar às categorias; se poderemos atender e o que poderemos atender”, disse Miriam Belchior, durante o quarto balanço do PAC 2 .

Durante a divulgação dos números, servidores da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (ANEinfra) distribuíam um comunicado ameaçando cruzar os braços caso o governo não atenda às reivindicações da categoria. Segundo o presidente da ANEinfra, Guilherme dos Santos Floriani, até o dia 31 de julho, a categoria aposta no diálogo com o governo.

“Nós queremos o reenquadramento da carreira de analista de infraestrutura no ciclo de gestão, com elevação do patamar remuneratório, o que dá um pouco mais de 30%”, disse. Ele também informou que um analista do governo em infraestrutura ganha, em início da carreira, cerca de R$ 8,8 mil, sendo a metade gratificação.

O representante dos analistas em infraestrutura informou também que o reenquadramento com outras categorias daria autonomia técnica aos servidores para desempenhar as funções na melhoria da tomada de decisão. “Também seria compatível com o valor do mercado de trabalho fora do setor público. Perdeu a atratividade. No último concurso, não teve analistas aprovados em número suficiente para preencher as vagas abertas”, informou.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-26/miriam-belchior-diz-que-cronograma-de-negociacao-da-greve-sera-seguido-pelo-governo

Assembleias de 11 universidades federais rejeitam proposta do governo e greve é mantida.

A maioria dos professores das universidades federais, reunidos hoje (26) em assembleias para avaliar a proposta apresentada pelo governo na terça-feira (24), decidiu manter a greve da categoria. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda depende da aprovação em um plebiscito.

Nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a proposta foi rejeitada e a greve continua.

Na nova proposta, o governo ofereceu reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes – no plano apresentado anteriormente alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, sem a inflação do período. Além disso, a data para o aumento entrar em vigor foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março daquele ano. Pela proposta, o reajuste será dado de forma parcelada até 2015.

Os sindicatos que representam a categoria estão divididos. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), que representa a maior parte das insituições em greve, rejeitou a proposta. Já a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) considerou que as reivindicações foram atendidas e recomendou que os professores encerrem a paralisação.

As assembleias em cada uma das 57 universidades federais em greve continuam até segunda-feira (30). Os docentes estão parados há 71 dias.

Fonte Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-26/assembleias-de-11-universidades-federais-rejeitam-proposta-do-governo-e-greve-e-mantida

PT perde poder de fogo na negociação com servidores.

Sem controle sobre o movimento sindical do funcionalismo público, o PT perdeu poder de fogo em face da greve que atinge o governo Dilma Rousseff.

Colabora ainda para isso a pulverização de sindicatos ligados a outros partidos e a própria condição de ocupante do Palácio do Planalto.

Embora a central ligada ao partido, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tenha ampla margem favorável de sindicatos a ela associadas -estima-se mais de 70% - a avaliação é que o sucesso da greve é, no mínimo, compartilhado com a atuação de organizações ligadas a outros partidos. Caso do PSTU, com o Conlutas, e o PCdoB, com a minoritária Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).

As universidades federais, por exemplo, são controladas pelo Fórum dos Professores de Instituições Federais do Ensino Superior (Proifes), ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que, por sua vez, é vinculada à CUT.

Apesar disso, toda a greve que paralisa as 58 universidades federais no país - algo inédito no governo petista- foi puxada pelo Sindicato nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), filiados ao Conlutas.

Houve Estados em que a direção dos professores ligadas ao Proifes foi atropelada pelas instâncias controladas pelo Andes, como Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul. O único Estado onde ainda não há greve é o Rio Grande do Norte, também controlada pelo Proifes.

Em sindicatos das agências reguladoras ocorre uma divisão de poder entre a CUT e a Conlutas. Na área da saúde, a CUT domina os comandos, mas enfrenta resistências na base. Para piorar, o decreto publicado ontem pelo governo em que determina a substituição dos servidores grevistas por estaduais acabou por revoltar também as chamadas "carreiras de Estado", que costumam ter posições mais independentes das orientações das centrais.

Para Wagner Gomes, presidente nacional da CTB, isso também decorre da defasagem salarial. "A situação salarial é tão difícil que os grevistas não estão mais acatando a orientação das centrais sindicais. As lideranças não conseguem mais influenciar tanto e o rumo da greve independe do comando superior", disse.

Somados todos os fatores, o resultado é um distanciamento do PT da mesa de negociação. "Nossa atuação é procurar dialogar com petistas do governo e dos sindicatos. O partido não tem que tentar impor uma posição a ninguém. Não dialoga com a instância governamental, mas com os petistas que atuam no governo. Não entra como ator político formal", disse Angelo D"Agostini Junior, secretário sindical nacional do PT.

Segundo ele, o PT entende como natural haver conflitos nas relações de trabalho que resultem em greve, embora avalie que o ideal é que elas não sejam longas como a de agora. Também não vê mudanças entre Lula e Dilma no tratamento dispensado aos servidores. "O que talvez tenha acontecido é há muitas campanhas salariais ao mesmo tempo e momento econômico leva a reivindicações maiores."

No movimento sindical, porém, a mudança não só foi notada como determinante para que as três maiores centrais do funcionalismo federal se unissem em 2011, após Dilma sinalizar que os tempos de reajustes polpudos da era Lula tinham acabado.

"A construção da coletividade na greve foi determinante. Tudo foi construído no fórum das entidades sindicais. Há muito tempo que não nos somávamos. A unidade foi fundamental para furar a instransigência do governo Dilma. Daqui para a frente vai ser assim. Mais juntos e mais unidos", disse ao Valor o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, filiado ao PT.

Na sua avaliação, porém, sua entidade é "o carro-chefe da greve e desvinculada do partido ou do governo". A ligação com a CUT ajuda no sentido de que a central "articula encontros com o secretário-geral da presidência Gilberto Carvalho e com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior". Também alerta que "não dá para virar as costas para a apoiar outro partido que nunca esteve ao lado dos movimentos sociais".

Fonte: Valor Econômico - 27/07/2012 - http://servidorpblicofederal.blogspot.com.br/2012/07/pt-perde-poder-de-fogo-na-negociacao.html

Ano letivo só vai acabar em 2013 nas universidades federais.

Se a greve dos professores federais terminar ainda neste mês, o segundo semestre deve começar em outubro e se estender até fevereiro

Para a maioria das instituições federais de ensino em Minas Gerais, o ano de 2012 será concluído, no mínimo, em fevereiro de 2013. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins. Como no estado apenas a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aderiu ao movimento grevista mais tarde, no fim de junho, as demais vão precisar de mais dois meses de aulas para repor o que foi perdido no primeiro semestre, já que o movimento foi deflagrado na segunda quinzena de maio. Se as negociações entre o governo federal e os professores evoluírem e a greve terminar até o fim do mês, o segundo semestre deve começar em outubro e vai até fevereiro do ano que vem.

O presidente da Andifes, que também é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), disse que a instituição está totalmente paralisada e depende da decisão dos grevistas para pensar no planejamento. “Temos ainda dois meses de aula que devem ser repostas para concluir o primeiro semestre de 2012 e só durante esse período vamos elaborar o calendário do segundo semestre letivo”, afirma Martins. “Essa deve ser a situação de todas as instituições que aderiram ao movimento em maio”, completa o dirigente. O maior problema é que não há indícios de que a greve esteja próxima do fim. Apresentada em 24 de julho, a segunda proposta do governo federal não agradou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), pois, para os professores, não há avanços em relação ao que já tinha sido rejeitado.

“A proposta não atende nossa pauta de reivindicação. A restruturação da carreira e melhores condições de trabalho ainda não estão contempladas e a valorização salarial é muito pequena com relação ao que foi proposto anteriormente”, diz a representante do comando nacional de greve, Ana Lúcia Barbosa Faria. Segundo ela, agora, os comandos locais devem analisar se aceitam ou não o que foi oferecido pelo governo. Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) a assembleia aconteceu ontem e a proposta foi rejeitada por unanimidade. “Vamos esperar a próxima reunião com o governo. Queremos uma carreira estruturada, coisa que não apareceu na proposta”, afirma o professor do comando local, Bruno Cursino.

Assembleias

A reunião dos professores da UFMG acontece hoje, às 13h, no auditório da reitoria. “Vamos submeter o que o governo ofereceu à votação. Também vamos aproveitar para apreciar uma proposta de restruturação da carreira desenvolvida pelo nosso sindicato. Se aprovada, vamos levá-la à Andes”, diz o representante do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (Apubh), Elias Antônio Jorge. De acordo com a assessoria de comunicação da UFMG, o reitor Clélio Campolina acredita que as partes envolvidas vão se entender e as aulas começarão em 6 de agosto, conforme previsto no calendário. A UFMG concluiu o primeiro semestre e enfrenta dificuldades com relação a notas, já que nem todas foram lançadas no sistema. No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), a assembleia que define os rumos da greve está marcada para segunda-feira.

Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) se reuniu quando a greve começou, em 17 de maio, e decidiu pelo recesso. O grupo só volta a se reunir quando o comando local decidir pelo fim do movimento grevista. A reportagem tentou contato com o sindicato dos professores, mas ninguém foi encontrado. Enquanto isso, a estudante Bianca Damas Pereira, de 21 anos, que cursava o sétimo período de jornalismo quando houve a paralisação, fica sem saber o que fazer. “O problema é que a gente pensa em formar para buscar logo um emprego e não sabe quando vai poder fazer isso”, diz a aluna da UFV. Outro problema, segundo ela, é ficar na cidade por causa do estágio sem ter aulas. Ela reveza entre Viçosa, onde estuda, na Região Central de Minas, e Divinópolis, no Centro-Oeste, onde a família mora.

REAJUSTE A categoria pede carreira única com incorporação das gratificações e variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), além de percentuais de acréscimo conforme a titulação e o regime de trabalho. Segundo os professores, o reajuste proposto pelo governo dá algum aumento apenas para o topo da carreira. No geral, a proposta perde para a inflação. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta do governo federal oferece aumento mínimo de 25% até 2015, criação de um programa de formação docente que dá condições de progressão na carreira, entre outros benefícios.

Proifes é a favor da proposta

O conselho deliberativo da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa sete universidades no país, nenhuma em Minas, definiu na quarta-feira que é favorável à proposta do governo e indicou que seus filiados votem a favor do que o governo federal ofereceu. Segundo nota na página do Proifes na internet, 15 pontos antes considerados inaceitáveis na proposta inicial foram mudados e isso significou um parecer favorável. Ainda assim, os comandos locais devem tomar suas decisões em assembleias gerais.

Memória: as maiores greves da história

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a greve mais longa da história das universidades federais aconteceu em 2005, quando professores em várias partes do país ficaram parados por 112 dias, de 30 de agosto até 19 de novembro. Para a UFMG, o maior movimento dos docentes da universidade aconteceu em 1991, com 124 dias de paralisação, de 16 de maio a 20 de setembro. Em 2001, a UFMG também sofreu com uma grande greve (foto), de 107 dias e seus reflexos foram sentidos nos dois anos seguintes. O vestibular deste ano foi cancelado e em 2003 os alunos tiveram três semestres letivos, ainda para repor o que foi perdido dois anos antes.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/07/27/internas_educacao,308447/ano-letivo-so-vai-acabar-em-2013-nas-universidades-federais.shtml

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Governo estuda dar reajuste linear a servidores federais.

Ministério do Planejamento avalia impacto de conceder aumento com base na reposição da inflação de 2012.
O Ministério do Planejamento faz as contas de quanto custaria um reajuste salarial linear para categorias de servidores federais em greve. O assunto foi tratado com a presidente Dilma Rousseff na terça-feira, 24, segundo reportagem do jornal O Globo.

Também nessa terça, o governo federal apresentou na tarde desta terça-feira, 24, a sindicalistas uma contraproposta para reestruturar o plano de carreira dos professores das universidades federais e de instituições de pesquisa, concedendo um reajuste de 25% a 45% ao longo dos próximos três anos. A categoria ainda avalia a proposta.

Para as outras categorias, entre elas de servidores da Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal, o governo consideraria aumento linear para carreiras básicas do Executivo em 2013 com base na reposição da inflação de 2012. A medida significaria impacto de até R$ 8 bilhões sobre a folha de pagamento do governo deste ano, atualmente de R$ 154,5 bilhões. O rejuste para a categoria militar seria maior.

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), informa que há 25 categorias em greve no País atingindo 25 estados e o Distrito Federal. De acordo com a Condesef, está marcado para terça-feira, 31, o Dia Nacional de Luta que pretende promover manifestações nas principais cidades do País em defesa de melhorias salariais.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,governo-estuda-dar-reajuste-linear-a-servidores-federais,905300,0.htm

Andes deve rejeitar nova proposta do governo para encerrar greve nas universidades federais.

O principal sindicato que representa os professores das universidades federais em greve reuniu-se hoje (25) para avaliar a nova proposta  apresentada ontem (24) pelo governo. O grupo ainda não terminou a análise e as discussões continuarão durante na noite de hoje, mas a tendência é que a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) rejeite a proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento.

A crítica do movimento grevista, de acordo com o diretor da Andes, Josevaldo Cunha, é que o governo manteve a mesma “essência” da proposta anterior que tinha sido apresentada no início do mês. Para o sindicato, a proposta não promove uma reestruturação da carreira de fato. De amanhã (25) até segunda-feira os professores de cada instituição deverão discutir a proposta nas assembleias locais.

“O texto mantém a desestruturação da carreira docente, pois propõe pequenas mudanças relativas à promoção na carreira docente e às tabelas salariais correspondentes. A expectativa, no entanto, era que o governo absorvesse as críticas feitas pelo comando nacional de greve e apresentasse nova proposta que, de fato, atendesse às nossas reivindicações”, diz informe do comando de greve.

Apesar da avaliação negativa da Andes, a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa parcela menor da categoria, decidiu hoje que aceita a proposta do governo. Para a federação, as reivindicações foram atendidas e a orientação para os sindicatos filiados ao Proifes é para que a greve seja interrompida.

Na proposta apresentada ontem foram oferecidos reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes – antes alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, não incluída a inflação do período. Além disso, a data para entrada em vigor do aumento foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março do ano que vem. O aumento será dado de forma parcelada até 2015.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota defendendo que atendeu às reivindicações principais das representações sindicais e disponibilizou cerca de R$ 4,2 bilhões para a reestruturação da carreira docente, “com o objetivo de valorizar a titulação e dedicação exclusiva”. A pasta criticou a posição da Andes e disse que “não há que se falar em desestruturação de carreira”. Os professores universitários estão em greve há 70 dias. Dados da Andes apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais.

Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-25/andes-deve-rejeitar-nova-proposta-do-governo-para-encerrar-greve-nas-universidades-federais
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