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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Demissão de servidor corrupto leva até 10 anos.

Mesmo denunciados, servidores públicos flagrados em atos ilegais permanecem recebendo vencimentos até o fim do processo administrativo, o que costuma levar sete meses, em média, mas pode durar 10 anos .

O governo federal encerrou o ano com 13.036 servidores do Executivo na geladeira. Eles respondem a 9.344 procedimentos disciplinares — sindicâncias e Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Enquanto aguardam o desfecho da apuração das supostas irregularidades cometidas, muitos ficam sem os eventuais cargos de chefia que anabolizavam a renda, mas seguem trabalhando em outros setores, embolsando o salário integral. No caso de alguns deles, polpudos vencimentos. Outros optam por antecipar a aposentadoria. Não menos gorda. Há aqueles que nem trabalhando estão, mas o salário continua caindo na conta.

Os dados da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que 18% dos PADs concluídos nos últimos cinco anos comprovaram o envolvimento do servidor em falcatrua e resultaram em expulsão do funcionário — total de 2.456. São esses que o contribuinte continua pagando o salário pelo tempo que dura a apuração até a demissão, que pode levar mais de 10 anos desde a ocorrência dos fatos. Apenas 7% deles conseguiram reintegração por liminar judicial — sem julgamento do mérito.

A CGU garantiu que o tempo médio de duração dos PADs no Executivo federal é de sete meses, da instauração ao relatório, sem contar o prazo para decisão final do ministro responsável pela pasta. Porém, não divulgou quais são os mais antigos ainda em tramitação. Entre 2009 e 2013, foram julgados 18.443 desses processos administrativos. Outros 30% dos servidores punidos receberam suspensão das atividades por até 90 dias, e 22% foram advertidos.

As sindicâncias e os PADs mais rápidos apuram condutas do trabalho diário, como excesso de faltas ou desídia. São os que resultam, em geral, em punição mais leve e na manutenção do emprego público. Os que investigam denúncias de corrupção demoram anos. Há casos de servidores que, mesmo flagrados promovendo falcatruas na administração pública, conseguem manter o cargo comissionado enquanto dura a apuração interna.

Preso na Operação Porto Seguro da Polícia Federal, em novembro de 2012, Rubens Vieira não ocupa mais a cadeira de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No contracheque, no entanto, nada mudou nesses 13 meses. Ele, o irmão Paulo Vieira, a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha e outros servidores são acusados de integrar uma quadrilha que fabricava pareceres técnicos em vários órgãos federais para lesar os cofres públicos em benefício de políticos e empresários.

Enquanto o PAD não é concluído, Vieira continua embolsando, sem uma gota de suor da labuta diária, R$ 28 mil de salário. Inclui o vencimento básico de servidor de carreira da Procuradoria da Fazenda Nacional, de R$ 20,4 mil; mais 11,8 mil por conta da Anac. Somam R$ 32,2 mil mensais. O valor cai para R$ 28 mil porque bate no teto constitucional do funcionalismo.

Ele se valeu da Lei nº 11.182 de 2005 que criou a Anac, que afasta preventivamente o diretor envolvido em irregularidades, mas garante o pagamento do salário até a conclusão do PAD. “Enquanto não sai o resultado, o diretor continua afastado, recebendo seus vencimentos”, informou a Anac.

 “Afastado”

O irmão de Rubens, Paulo Vieira, também preso na operação da PF, pediu o boné da Agência Nacional de Águas (ANA). O revés, no entanto, não significa que ele ficou mal do bolso. O salário de R$ 18,2 mil de analista do Tesouro Nacional continua caindo todo mês na conta-corrente, embora Paulo não trabalhe desde o ano passado. “Por estar respondendo processo administrativo, é considerado afastado preventivamente e, portanto, não se encontra em exercício na STN. Seu salário está sendo pago pelo Ministério da Fazenda, conforme determina legislação em vigor ”, informou a pasta.

Tiago Pereira Lima, ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), também preso por participar da quadrilha, pediu aposentadoria em julho do ano passado como técnico de Finanças e Controle da STN. Também espera em casa o desfecho do PAD embolsando todo mês o benefício de R$ 9,4 mil. Os outros denunciados na mesma operação, como o ex-advogado adjunto da União José Weber Holanda Alves, seguem trabalhando e recebendo. Procurador federal de carreira, Weber despacha atualmente na Escola da Advocacia-Geral da União, em Brasília, com o salário de R$ 20,4 mil.

A má notícia para o contribuinte é que esses processos não devem ser encerrados tão cedo. AGU e CGU prometem a conclusão até junho deste ano — a previsão anterior era junho de 2013— , mas poucos apostam nisso. A própria AGU justificou a demora pela necessidade de analisar 20 mil páginas de documentos e 10 mil horas de gravação, sem contar o direito à ampla defesa dos envolvidos.

Nos outros Poderes, a demora se repete. Promotor de Justiça de Goiás, Demóstenes Torres continua recebendo todo mês, desde outubro de 2012, o salário integral de R$ 25,7 mil, sem trabalhar. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) manteve o afastamento do ex-senador do DEM até o término da apuração no âmbito do MP. Ele foi cassado pelo Senado em julho de 2012, por quebra de decoro parlamentar. No fim de 2013, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também decidiu a favor do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Arthur del Guércio Filho e manteve o salário integral, de R$ 27 mil, até que o processo aberto contra o magistrado por venda de sentenças seja concluído.

Fonte: Correio Braziliense - 06/01/2014 Via: http://servidorpblicofederal.blogspot.com.br/2014/01/demissao-de-servidor-corrupto-leva-ate.html

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

União expulsou 531 servidores federais por irregularidades em 2012.

Um relatório divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU) informa que 531 servidores federais foram expulsos dos cargos no ano passado por irregularidades, como corrupção, negligência e até abandono do serviço.

Nesse total, estão funcionários ativos demitidos, comissionados afastados de seus postos e aposentados que perderam os benefícios.

O Ministério da Previdência Social foi a pasta com o maior número de servidores expulsos: foram 129 em 2012. Em seguida vêm as pastas da Justiça, com 116; da Educação e da Saúde, 74 para cada; e da Fazenda, 73. Desde 2003, a União já exonerou 4.064 servidores nessas condições.

Fonte: Jornal Extra - http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/uniao-expulsou-531-servidores-federais-por-irregularidades-em-2012-7246083.html

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

335 exonerados.

O governo de Dilma Rousseff fechou agosto com a marca de 335 servidores expulsos, demitidos ou destituídos da máquina federal por envolvimento em falcatruas diversas. É a segunda pior marca já registrada desde a edição do primeiro relatório, em 2003. Nas contas da Controladoria-Geral da União, o placar das exonerações alcançado no mês passado só perde para as 374 demissões ocorridas nos oito primeiros meses de 2011.

Segundo o relatório, exclusivamente no mês passado, foram 42 exonerados. Os dados da CGU mostram ainda que pela primeira vez no ano, São Paulo conseguiu passar o Rio de Janeiro e agora lidera o ranking da corrupção na máquina federal. De janeiro até o mês passado, foram 41 demissões em São Paulo, contra quarenta registradas no Rio e 38, no Distrito Federal.

O relatório mostra ainda que os ministérios da Justiça (85 degolados) passou a Previdência (80). Com 53 exonerados, a Educação continua em terceiro lugar. Com os dados de agosto, o governo chega a 3 868 servidores expulsos por irregularidades, desde 2003.

Fonte: Por Lauro Jardim - http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/governo-ja-expulsou-335-servidores-envolvidos-em-falcatruas-na-maquina-federal/

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mês de julho registra recorde de expulsões de servidores públicos.

A dança das cadeiras nos órgãos públicos não se limita apenas aos últimos acontecimentos na Esplanada dos Ministérios. Segundo levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU), o último mês de julho bateu todos os recordes de punições expulsivas aplicadas aos estatutários da administração federal desde 2003. No total, 98 servidores públicos foram demitidos, cassados ou destituídos de seus cargos, por diferentes irregularidades.

O levantamento apontou outro recorde conquistado pelo atual governo.  Entre janeiro e julho de 2011, foram registradas 328 expulsões. É o maior número de punições verificado para o período, desde 2007, ano que detinha o recorde com 277 punições registradas nos sete primeiros meses. O estado do Rio de Janeiro é o que tem o maior número de ocorrências, com 61, seguido do Distrito Federal, com 29.

Em todo o ano de 2010, foram 521 servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, que significa aumento de 18,94% em relação ao ano anterior, que apresentou um total de 438 agentes expulsos do serviço público. O principal tipo de punição aplicada foi demissão, com 433 casos. Foram aplicadas ainda 35 penas de cassação de aposentadoria e 53 de destituição de cargo em comissão.
Entre os 25 órgãos analisados pela CGU, o Ministério da Justiça (MJ) foi o que mais aplicou penalidades, 96 no total. O Ministério da Previdência Social (MPS) aparece em segundo lugar com 77 punições, seguido pelo Ministério da Saúde (MS) que aplicou 34 ações expulsivas até julho.

Para o cientista político, Leonardo Barreto, o elevado número de punições lembra o clássico debate do “copo meio cheio ou meio vazio”. O maior número de expulsões mostra “melhoria do trabalho desenvolvido pelos órgãos de controle, como a CGU, ao mesmo tempo em que, ratifica para sociedade, a tradição de corrupção no país”, afirma.

“No primeiro momento, os dados indicam uma mudança institucional, provocada por um ator de dentro do próprio sistema. Em longo prazo, a maior fiscalização e utilização de punições, é o começo do processo para modificar a tradição de corrupção. Todavia, no entendimento popular, fortalece a imagem de um Brasil corrupto”, completa.

Segundo Barreto, por conta da tradição de corrupção do país, o escândalo ganha proporções maiores do que a ideia de melhoria. “A sociedade se volta mais para o problema dos servidores corruptos, do que para a solução de fiscalização por parte do governo, sendo assim o escândalo ganha mais divulgação do que a ideia de melhoria”, conclui.

A intensificação do combate à impunidade na administração pública federal está entre as diretrizes do trabalho da CGU, por meio da Corregedoria-Geral da União, que coordena o Sistema de Correição da Administração Pública Federal.

O sistema foi criado em 2005, pelo decreto n. 5.480, com intuito de organizar atividades de correição do Poder Executivo Federal, com o objetivo de promover a coordenação e harmonização. As ações são voltadas para atividades relacionadas à prevenção e apuração de irregularidades, por meio da instauração e condução de procedimentos correcionais. Desta forma, são utilizados instrumentos de investigação preliminar, inspeção, sindicância, processo administrativo geral e disciplinar.

O combate à corrupção e à impunidade levou o governo a aplicar 3.297 punições a agentes públicos por envolvimento em práticas ilícitas, no período entre janeiro de 2003 e julho de 2011. As demissões somaram exatos 2.812 casos, com 281 destituições de cargos em comissão e 204 cassações de aposentadorias.

O principal motivo das expulsões é o valimento do cargo para obtenção de vantagens que respondeu por 1.751 casos, o que representa 32,23% do total. A improbidade administrativa vem a seguir, com 1.056 casos (19,44%), enquanto as situações de recebimento de propina somaram 304 casos (5,60%).

Fonte: Dyelle Menezes - Contas Abertas - 15/08/2011 - http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=614

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Na pauta da CCJ, projeto que prevê demissão para funcionário público que praticar assédio moral .

Proposta que prevê demissão do funcionário público que praticar assédio moral contra seus subordinados está na pauta de nove itens da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (18), em reunião com início a partir das 10h.

O projeto (PLS 121/09) inclui o assédio moral entre as condutas vedadas aos servidores públicos, listadas no artigo 117 da lei que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei 8.112/90). No artigo 132 desta lei, o projeto inclui a penalidade de demissão ao servidor que infringir a regra de vedação à prática do assédio moral.

Pelo texto, que será votado terminativamente, fica proibido "coagir moralmente subordinado, através de atos ou expressões reiteradas que tenham por objetivo atingir a sua dignidade ou criar condições de trabalho humilhantes ou degradantes, abusando da autoridade conferida pela posição hierárquica".

Para o autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), o assédio ou coação moral, "além de constranger, desestabiliza o empregado durante sua permanência no ambiente de trabalho e fora dele, forçando-o muitas vezes a desistir do emprego, acarretando prejuízos para o trabalhador e para a organização". A proposição tem relatório favorável do senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP).

Fonte: http://www.senado.gov.br/noticias/na-pauta-da-ccj-projeto-que-preve-demissao-para-funcionario-publico-que-praticar-assedio-moral.aspx

quarta-feira, 2 de março de 2011

Deputados aprovam punição a servidor que viole sigilo fiscal.

A Câmara dos Deputados aprovou ontem a Medida Provisória número 507, que pune a violação do sigilo fiscal e disciplina a concessão de poderes a terceiros para praticar atos relacionados ao fornecimento de dados sigilosos.

Ela foi editada em outubro de 2010, em plena campanha eleitoral, como resposta às acusações da oposição ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que petistas lotados em repartições públicas haviam quebrado o sigilo de familiares do candidato a presidente José Serra (PSDB) e de dirigentes tucanos.

Com a aprovação, servidores poderão ser punidos em nível administrativo se violarem, sem motivação funcional, dados da administração pública federal protegidos por sigilo fiscal. A pena será de suspensão e, em caso de reincidência, de demissão.

A MP, agora convertida em lei, também estabelece procedimento específico para que o contribuinte possa conferir poderes a terceiros para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses na Receita. Pelo procedimento, o mandato somente poderá ser instituído por documento público específico disponibilizado à Receita mediante regras a serem disciplinadas por esse órgão.

A oposição só aceitou votar a medida provisória depois de um acordo para substituir no texto a ausência de motivação justificada por "ausência de motivação funcional justificada".

Fonte:  Valor Econômico - 02/03/2011 - Autor(es): Caio Junqueira | De Brasília - http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/2/deputados-aprovam-punicao-a-servidor-que-viole-sigilo-fiscal

terça-feira, 1 de março de 2011

Câmara poderá votar MP que pune servidor por quebra de sigilo.

As sessões ordinárias da Câmara estão trancadas por oito medidas provisórias na última semana de votações antes do Carnaval, e uma delas, a MP 507/10, perderá a validade no dia 16 de março. Ela pune com demissão o servidor público que usar indevidamente o seu direito de acesso restrito a informações protegidas por sigilo fiscal, ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas.

Segundo o texto, quem exercer cargo comissionado e praticar esse tipo de ato será punido com a destituição do cargo; se a pessoa já for aposentada, haverá a cassação da aposentadoria. A MP foi editada depois da divulgação, na campanha presidencial do ano passado, de que os sigilos fiscais de quatro integrantes do PSDB e de Verônica Serra, filha do então candidato José Serra, haviam sido quebrados em 2009.

Fonte: Eduardo Piovesan / Edição – João Pitella Junior / http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/194015-CAMARA-PODERA-VOTAR-MP-QUE-PUNE-SERVIDOR-POR-QUEBRA-DE-SIGILO.html

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reajuste de servidores em 2011.

No Blog do Servidor foi publicado o "ARTIGO: Reajuste de servidores em 2011" de autoria de Antônio Augusto de Queiroz que vale a pena ler ele todo no endereço: www.dzai.com.br/servidor/blog/servidor. abaixo colocado apenas um trecho do artigo.

" Os servidores públicos federais, dos três poderes, podem ser classificados em três níveis para efeito de eventual reajuste em 2011: i) os que têm leis aprovadas e parcelas a receber ou projetos previstos no orçamento, ii) os que tenham projetos apresentados ao Congresso em data anterior a 31 de agosto de 2010, ainda que não estejam   citados explicitamente no orçamento, e iii) os que não têm projetos em tramitação, mas apenas promessa de reajuste para o próximo ano.

Em conclusão, pode-se afirmar que o primeiro grupo está tranqüilo, podendo contar com seu reajuste; o segundo tem chance, especialmente em razão do compromisso do atual presidente da República com o presidente do Supremo Tribunal Federal e com o Procurador-Geral da República de consultar seu sucessor sobre o montante e a forma de parcelamento do reajuste dos servidores desse poder e órgão; e o terceiro só será atendido se forem tomadas as três providências anteriormente mencionadas, ou seja, mudança na LDO, aprovação de crédito adicional e aprovação de projeto de lei ou MP prevendo reajuste em 2011."

Em resumo: Muito provavelmente, nós servidores da educação, não teremos aumento em 2011.

Aproveitem para ler também o post: "Demissão não é palavrão".

Fonte: http://www.dzai.com.br/servidor/blog/servidor

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

RIO E DF LIDERAM RANKING DE SERVIDORES PUNIDOS

O Rio de Janeiro aparece como o líder no ranking de punições a servidores aplicadas por Estados com 258 casos, de acordo com dados da Controladoria-Geral da União (CGU) desde janeiro de 2007. O Estado é seguido pelo Distrito Federal, com 224. Por serem a ex-capital e a atual do Brasil, as duas unidades federativas concentram a imensa maioria das sedes dos órgãos da administração federal. São Paulo aparece em terceiro nesse levantamento, com 128 casos, e o Amazonas surge em quarto, com 86. Neste ano, foram 201 punições já determinadas pelo governo federal - 163 demissões, 25 destituições de cargos em comissão, além de 13 penas de cassação de aposentadorias. Na prática, esse total representa a marca de mais de uma punição a servidor público por dia. O secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, reconhece que o número alto de punições dentro do serviço público federal representa uma elevada incidência de problemas. Mas avalia também que isso prova que "o governo está punindo cada vez mais as irregularidades".
 

Mesmo tendo essa avaliação, Navarro admite que ainda é preciso intensificar as ações de fiscalização dentro da máquina administrativa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Ponto do Servidor - Freddy Charlson - Jornal de Brasília - 03/08/2010 - http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/8/3/com-a-gratificacao-suspensa


Leia mais em:

>> Pelo menos um servidor por dia é cortado por irregularidades
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/8/2/a-cada-dia-um-servidor-e-demitido-por-irregularidade
 
>> Rio e Distrito Federal têm mais funcionários punidos 
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/8/2/rio-e-distrito-federal-tem-mais-funcionarios-punidos


segunda-feira, 12 de julho de 2010

CGU pune 2,6 mil por corrupção.

O governo federal puniu com expulsão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria 2.599 pessoas da administração pública entre janeiro de 2003 e junho de 2010. Balanço divulgado ontem pela Controladoria-Geral da União (CGU) revela que servidores concursados e funcionários sem vínculo do Poder Executivo sofreram tais sanções graças, principalmente, a investigações iniciadas pelos próprios órgãos.

Desde 2005, a CGU mantém nos ministérios corregedores exclusivos. O ministro da CGU, Jorge Hage, disse ao Correio que a rede garante um acompanhamento muito mais criterioso e atento do dia a dia do órgão. Segundo ele, a maioria dos processos administrativos disciplinares abertos contra agentes públicos brotam das auditorias internas. “Foi decisiva a criação do sistema de corregedorias, com uma voltada para cada ministério. Elas são subordinadas à CGU”, justificou Hage.

No primeiro semestre deste ano, 201 pessoas sofreram algum tipo de punição. Ao longo do ano passado, esse número alcançou um total de 429. Valimento indevido do cargo, improbidade administrativa, abandono de cargo e recebimento de propina foram as razões que mais motivaram as investigações. Entre os órgãos campeões de funcionários repreendidos, os ministérios da Previdência Social, da Educação, da Justiça e da Fazenda lideram o ranking.

Baixa reversão

 
Jorge Hage explicou que órgãos de grande porte como a Receita Federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Polícia Federal possuem corregedorias seccionais. As estruturas paralelas reforçam a fiscalização e a capacidade de controle da CGU. Tudo é coordenado para evitar atropelos ou sobreposições. O ministro destaca ainda o treinamento de servidores que atuam nas instâncias responsáveis pela condução dos processos administrativos. “Capacitamos 7 mil servidores federais para compor as comissões de sindicância. Antigamente, muitos órgãos não instauravam o processo porque diziam que não tinham pessoal qualificado ou então, quando instauravam, era mal feito e acabava caindo no Judiciário”, completou.

Atualmente, o índice de reversão de decisões da CGU ou das corregedorias é o mais baixo desde 2003: apenas 10% das sanções são revertidas pela Justiça em favor dos punidos. Hage acredita que isso se deve ao fato de que os processos ganharam em qualidade e em consistência, deixando pouco espaço para que os investigados revertam a situação. “Houve uma melhoria da qualidade dos processos administrativos, sem dúvida”, reforça o ministro da CGU.


Veja aqui balanço completo dos punidos.

Fonte: Autor(es): Luciano Pires - Correio Braziliense - 09/07/2010 - http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/7/9/servidores-disputam-r-20-bilhoes-em-2011

quarta-feira, 2 de junho de 2010

EMPREGADO DE EMPRESA PÚBLICA PODE SER DEMITIDO.

A possibilidade de dispensa imotivada de empregado contratado pelo regime celetista em sociedade de economia mista e empresa pública, ainda que após aprovação em concurso público, está consolidada na jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Por essa razão, os ministros da Seção II de Dissídios Individuais do TST rejeitaram recurso de ex-empregado do Banco do Brasil, demitido sem justa causa, que pretendia a reintegração no emprego. Na 44ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, o pedido de reintegração, e respectivos créditos salariais, feito pelo trabalhador foi negado. O juiz entendeu que empregado concursado de sociedade de economia mista, como é o caso do BB, podia ser dispensado independentemente de motivação, pois a empresa equiparava-se ao empregador privado.

Fonte: Ponto do Servidor - Freddy Charlson - Jornal de Brasília - 24/05/2010 - http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/5/24/servidores-da-area-ambiental-voltam-as-atividades-de-fiscalizacao
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