terça-feira, 3 de maio de 2011

Servidores da UnB terão jornada de 30 horas.

Regime de trabalho será implantado a partir de maio em toda a universidade. Pontos eletrônicos poderão garantir que a carga horária será cumprida por técnico-administrativos e prestadores de serviço.

A jornada de trabalho dos técnico-administrativos e prestadores de serviço da Universidade de Brasília (UnB) será reduzida para 30 horas semanais. A medida será implantada gradualmente a partir de maio, quando começam a ser instalados os pontos eletrônicos. A decisão é baseada no artigo 3 do decreto 1.190 da Presidência da República, que afirma que gestores da administração pública podem aplicar a diminuição da jornada. A contrapartida é garantir que o atendimento ao público externo ou interno seja mantido por 12 horas ininterruptas.

Gilca Starling, decana de Gestão de Pessoas, explica que a adaptação ao regime não é imediata. “O programa deve começar com uma discussão forte entre todos os departamentos”, explica. Uma reunião com as unidades será agendada para o fim de abril. “Os gestores terão que distribuir os técnicos pelos três turnos da universidade”. Com a mudança na carga horária, os trabalhadores deverão cumprir uma jornada corrida, ou seja, não haverá dispensa para o horário de almoço.

O DGP vai criar uma comissão de mediação composta por dois membros do decanato e dois do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) para acompanhar a adaptação das unidades. “O grupo vai ser responsável por ir aos setores, verificar o processo de adaptação e interceder nas discussões”, explica Gilca Starling.

A mudança foi decidida em reunião da mesa de negociação com os técnico-administrativos e o decanato no início de março. “O condicionante foi que o novo regime fosse implantado junto com os pontos eletrônicos para controle de entrada e saída dos funcionários”, explica a decana. “Eles servirão para mostrar aos órgãos de controle que o servidor está realmente cumprindo as 30 horas”.

QUALIDADE DE VIDA – Para Antônio Guedes, coordenador geral do SintFUB, a redução da jornada é resultado de uma luta antiga da categoria. “Fazemos essa reivindicação desde 2009 e tem sido uma pauta constante nas negociações entre a Administração e o Sindicato”, conta. Gilca Starling, por sua vez, explica que a medida faz parte da política de direitos da universidade para os servidores. “Junto com a redução da jornada nós também estamos trabalhando no acesso à saúde suplementar e na melhoria das condições de trabalho”, explica Gilca.

Gilca acrescenta ainda a importância da redução da jornada para a qualidade de vida do trabalhador. “Muitos técnicos não moram no Plano Piloto e precisam enfrentar um deslocamento grande todo dia”, explica. “Com a mudança teremos servidores mais satisfeitos no ambiente de trabalho”.

Débora Barem, professora do Departamento de Administração e especializada em Gestão de Pessoas, concorda que a medida é uma conquista. “Cada vez mais as instituições privadas ou públicas têm valorizado a produtividade da pessoa acima do número de horas trabalhadas”, afirma. A especialista diz que é essencial que os departamentos definam metas claras para o trabalho. “Os funcionários precisam saber exatamente o que devem fazer para que os mesmos serviços possam continuar a ser oferecidos com qualidade”.

Fonte: UnB Agência - GESTÃO DE PESSOAS - 08/04/2011
Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4881#

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